Simbiose

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Eletrolítica. Essa é a razão porque ainda não perdemos a nossa capacidade de reagir às energias, algumas emergentes, falou ele, o professor, rindo da e contra a classe, exigindo a experiência, como diz sempre, de ser refutado em suas teorias. Para quem tem a capacidade de fazê-lo. A Graça da lindinha da Mariana o fez, levantando a mão, aveludada e considerada pelos rapazes a mais rápida em matéria de orgasmo. Eles podem até os ditos cujos, múltiplos. Ele tem uma rápida mão de seda. E o professor fica preocupado, muito mesmo, todas as vezes que ela o provoca.

- Sim querida Mariana.

- Professor, com essa simbiose, podemos dizer que todos os seres humanos tem a eletricidade apropriada para o acasalamento? A turma começou a rir. Sabem de antemão, ou sem mãos mesmo, que ela já fez para ele, em troca de uma nota supimpa e suprema. E a risada corroeu o pouco que tem de respeito, ou eles o tem com ele, apropriadamente.

- Querida Mariana, está pensando em que, especificamente.

- Em sexo, professor. Quanto de energia nós desprendemos quando na atividade sexual. A mulherada ri também, mais discreta, mas ri. Ele olha para fora, talvez se lembrando de quando e quanto à energia dele foi quase expulsa do seu corpo, totalmente, quando ela o fez. Assim, devagar, puxando e trazendo o mastro para fora, eliminando a glande. E ele voltou, para ela, o mais feliz dos sorrisos. Os homens gritam, nesse momento, ela sabe. Mas ele foi bem ao contrário e a fez fazer várias vezes. Pela primeira vez, na vida dela, foi o único que a suplantou em termos de força.

- Em sexo, querida aluna. Para você tudo que é simbiose, tem que ser, necessariamente, relacionada ao sexo? Ele é um elemento primitivo, fique sabendo, esse exagerado controle sexual. Você o faz bem, provocou e ela riu.

- Geralmente sim, professor, apesar de que não é propriamente a minha vida sexual que está em jogo e não é sobre o meu corpo que estou perguntando. A gritaria, nesse momento, talvez mais para a exaustão de ar de dentro do corpo, de homens, ou rapazes, e meninas, ou mulheres nesse momento, atentas a tudo que se passa ao redor. Até uma possibilidade de alguns deles aproveitar o momento de excitação e querer levar a mão na bunda ou até nela, a famosa e, francamente, não se tem como saber o porquê se aprecia tanto um buraco, sangrento em partes de dias e cheirando a carniça em outros. Mas não se depreciem mulheres, nós os mantemos assim, ativos e beligerantes.

- Muito bem. Então vamos voltar à aula e a simbiose eletrolítica.

- Professor, desculpe interromper, mas o senhor não respondeu a minha pergunta.

- Querida aluna, não pretendo realmente responder o que você quer, com toda essa ganância de informação, o que gostaria de saber da anatomia masculina. A turma caiu na gargalhada e ela olhou com ódio para ele. Veja bem, desculpe se fui incorreto no que disse, mas a aula não é biologia ou transtornos psicológicos a respeito de um assunto, diremos, orgânico, mas sim da matéria que conhecemos e o quanto cada uma, em sua parcela mínima, faz a simbiose com outras. A eletrolítica... sim, vendo outra menina levantar a mão.

- Professor Evaristo, bom dia!

- Bom dia! Riu e esperou. Talvez mais uma abobrinha para se descascar.

- O senhor pode nos dizer, para nós meninas, que sabemos realmente o que a Mariana quer saber, porque, só o senhor, até hoje, conseguiu vencê-la? Ele sabe bem o que ela está perguntando, a Mariana concordando com a pergunta inteiramente, os rapazes tendo certeza absoluta que se trata de uma sessão masturbatória com a Mariana e ela vence facilmente. Aliás, deve estar com a poupança cheia a esse respeito. Cem reais e pode contar, em menos de um minuto já era. E já era mesmo. Com o professor, evidente, em padrão mais do que separado e ajustado em local não conhecido, ela o fez, passou um, dois, três minutos e conseguiu. Ela perdeu os cem reais. O pior não foi isso, com ele, o membro, ativo e querendo mais. Ela não se fez de rogada, passou creme nas mãos e lá foi ela, delicadamente, provocando e ele esperando, provocando de volta. De provocação em provocação, ela acabou cansando, ele ejaculou depois de cinco minutos e se deu por vencido, com mais cem reais para abastecer o seu parco salário de professor. E ela se escandalizou a ponto de dizer isso, com detalhes de tamanho e circunferência para todas as amigas que se encarregaram de contar para as suas amigas e, finalizando, toda a escola ficou sabendo. Tem coisas que realmente, no dizer da diretoria e adjacências, que adolescentes tem algo a menos na cabeça. E o professor disse, em alto e bom som na sala, que a adolescência tem uma imaginação mais do que fértil para estabelecer confusão e ele, professor Evaristo, não iria se dignar responder, sequer boletim de ocorrência e tudo o mais. O assunto morreu no mesmo jeito que nasceu. Ou seja, natimorto. Como está se sentindo agora.

- Muito bem. Aula de anatomia. Quem quer começar.

- O que quer dizer, professor Evaristo.

- Vocês estão querendo aula de anatomia e não química. Estou querendo provar a simbiose eletrolítica no ser humano e nos metais. Vocês querem aula de anatomia, ou sacanagem. Vamos lá, coragem, quem vai excitar quem e quem vão masturbar quem.

- Professor, desculpe, mas vou sair da classe, agora. E duas meninas, com uma delas falando e a outra concordando. Ele fez cara feia, elas passaram pela frente dele e tentaram sair da classe. Pois é, ele rindo e elas tentando abrir a porta. Nada. Mais e mais vezes e nada. Elas começaram a ficar irritadas com a situação. Uma delas voltou.

- O senhor pode nos dar a chave, por favor. Não gosto desse tipo de atitude, professor Evaristo.

- Eu não tenho chave da classe, da porta, melhor dizendo. Podem sair, não é assim que querem, falou um pouco pomposo, talvez até demais, tirando risada das outras que as consideravam pudicas demais. Afinal é uma brincadeira, ou, pelo menos, foi essa a intenção inicial. Ela ficou brava, voltou e tentou sair com a amiga e não conseguindo. Abriram e verificaram que a porta não cedia, apesar de não estar trancada. Viram o trinco aberto e nada, puxando e já dando uma situação de horror para a condição de não poder fazê-lo. A turma toda rindo e elas duas mais do que aborrecidas.

- Muito bem, muito obrigada, colegas. Vão ficar rindo ou me ajudar.

- Sentem-se, vocês duas. Agora. Vamos voltar à aula.

- Professor, eu quero ir embora.

- Eu disse para sentar, falou com voz mais rouca. Ou foi essa a impressão. E era de comando, não de pedido. Elas sentiram o baque e voltaram às suas carteiras e sentaram. Algo no ar começou a preocupar a turma toda. Ele parece que estava mais do que irritado. – Simbiose eletrolítica, quer dizer, em resumo, que partes do hidrogênio... estão prestando atenção?

- Sim senhor. E foi de toda a classe, de uma vez só. Ele riu. Essa minha voz de comando é mesmo de primeira linha, rindo e olhando para fora. E foi até a janela, olhou para o espaço e algo nele começou a se transformar. Os olhos ficaram verdes, a pele também. Ele sorriu. E voltou para os atentos alunos que pareciam estar, ou melhor, ele sabe que estão, mais do que atentos, afinal, eu os comandei para ficar assim. Um pouco de riso, um pouco de energia positiva, uma antenada de uma menina safada, um pinto mais do que perfeito para as nuances da mão dela. E só não a consumi totalmente, porque estou aqui para ensinar e não para matar. Foi à promessa, vou cumprir.

- Professor!? Ele voltou e sorriu.

- Sim querida aluna.

- Gostei muito da sua aula, falou ela. Ele riu. Aula? Que aula? Não falei nada até agora. Eles ficam assim, atentos a nada e coisa nenhuma, só recebendo a energia que precisam para gozar. E riu, novamente. O ser humano, os terráqueos são mesmo uma classe baixa de vontades. Querem o prazer somente e nada de cultura ou conhecimento. Como é fácil vir e os manipular. Vejam sós, mais de trinta alunos e todos vidrados, pensando bobagens o tempo todo como se o sexo fosse o fator primordial para aprendizado. Não é, mas não quero provar nada. Na mente se faz o doente. E riu, quando a menina levantou, por seu comando, ajoelhou e iniciou o padrão que sabe bem o tempo que leva e quanto se deve fazer para consumir toda a energia de um marciano. Bem, eles dizem que somos marcianos, porque provar o contrário. Sim, devagar querida, não é assim que se faz. Esse corpo humano, do qual fico com ele por presente do professor verdadeiro, não é assim forte o suficiente para aguentar. Mas eu sei manejar a energia intrínseca dele, a original. Isso mesmo. Agora devagar. Ótimo. Está sentindo a energia fluir para você e vai lhe dar o orgasmo que precisa para controlar a sua libido. Nada de enfiar e engravidar. Não podemos. A nossa diferença racial é corrosiva para os vossos aparelhos reprodutivos. Mas enquanto não for assim, tirar de vocês essa energia danosa e colocar os conhecimentos universais através da simbiose eletrolítica, sabe como é, ou melhor, vocês vão ficar sabendo após muitas décadas de persuasão. Muito bem, agora chega.

- Chega agora. A menina levantou, ele colocou o pau para dentro. E nada de chupar, que coisa mais estranhada, muitos micróbios e vocês ficam doentes. A menina sentou. A Mariana levantou e sorriu para ele. E veio. Fez o mesmo. E assim foi durante a aula toda, ele influindo, no pensamento de todos, principalmente as meninas. E os rapazes fizeram também. Esse assunto de homossexualismo é outra das pendências. Homem, ou macho, adora outro macho, ainda mais quando está no controle sobre ele. O macho gosta da brutalidade de outro, quer enfrentar e matar. Ou assumir que o outro é menos que ele e o suplantar. O sexo serve para essa condição. A quem for mais fraco, despeje nele o seu orgasmo. Até pode rimar, rindo do último e vertendo a partícula mínima, uma simples gota. O cara levantou e sentou. A classe toda acordou.

- Então é essa toda a questão do ensinamento. Vocês podem concluir o estudo no capitulo vinte e seis, página quarenta e nove.

- Professor, está na página cinquenta e nove. Ele abriu o livro.

- Certo, correto. Estou um pouco distraído hoje. Então, quem não sabe nada sobre simbiose?

- Todos. Eles gritaram o correto. Ele sorriu. Evidente que sim, isso ou a morte. E puxou os dentes, de uma maneira simples e sem som. Uma puxada. Afinal, mastigar o pouco de cérebro que eles eliminam quando na atividade, que os suga com o seu canino é o suficiente para manter a ele, professor Evaristo, vivo. Em todas as células e hemácias. Interessante como podemos apreciar. É até gostosa, essa mistura. A classe saindo e a Mariana parou na frente dele.

- Então professor, eu estou disposta, chegando mais perto e fingindo ver uma prova. A turma riu. Ela perdeu, ou acha que sim, mal sabe que todos perdem um pouco da energia que ele precise. Mesmo que se entenda que foi através de uma orgia sexual. De toda a energia que desprendem nessa atividade de pensar, ele tira a essência que precisa para a sua missão. E olhou para fora. Já que quer, o que posso fazer. Qualquer dia faço o que ela me pede com esse olhar de secar assunto.

- Muito bem, quatro horas da tarde para revisão. Leve uma amiga. Não quero mais esse assunto que estou assediando alunas bonitas como você, minha linda. E falou alto para pegar mais dois alunos e três outras meninas, que riram, novamente, da situação. A Mariana tem uma mente mais do que privilegiada. Dizer que masturba o professor. Só na cabeça e mão dela, simplesmente. Mente suja isso sim. E o professor é um desses homens que tem a moral mais do que ilibada para contrariar a maioria dos que tem medo dela e suas chantagens.

- Estarei lá. Qual vai ser a matéria, professor.

- Qual você tem dificuldade, minha linda. Em química orgânica e inorgânica, em climatério ou o que? Ela riu, piscou para ele e recebeu de volta.

- O senhor é uma delícia, professor, pode acreditar. Tem um senso de humor apuradíssimo.

- Obrigada. Quatro horas, nem um minuto a mais ou a menos. E riu. Ela se foi, ele não olha sequer os seus contornos. O seu prazer está no cérebro, não em região suja e porcalhona. Eles adoram um, esses onde o buraco permanece. Eu preciso, mais do que tudo, o de cima, onde gera a energia humana e pensamentos sobre tudo o que existe nesse planeta. Enquanto não puder fazer de maneira diferente, no meio das plantas, no verde, preciso ficar aqui, atado a esse corpo já morto. E para ele ter a energia humana, só tirando de outros humanos. Um pouco de cada. Levantou e saiu depois deles todos, entrando no banheiro. E puxou o pau machucado para fazer xixi. E riu. Esse cara sempre foi muito fraco. Outros professores entraram e ele sorriu para todos eles. E vê, em suas mentes, o quanto de cada um, na sua especialidade, pode tirar para ter a certeza de, quando voltar da sua missão, poder discorrer para os seus superiores o quanto aprendeu e como, através da simbiose eletrolítica, pode acessar, possuir e integrar-se aos seres desse planeta chamado por eles, Terra. Apesar de ser muito mais de água, vendo escorrer e rindo do famoso xixi. OU mijada, escrachada e rindo das piadas desses outros imbecis. E olhou para fora, a coisa toda terminou, ele deu as célebres balançadas e não sabe bem porque essa situação. Mas ele tem registrado, nesse cérebro que foi dele, que é assim. O aprendizado vem de gerações em gerações, milhares delas nesses milhões de anos que saíram de amebas para o que se consideram pensantes. Eu não penso. Ajo. E esse professor de ciências é ótimo para aprender sobre a velocidade.

- Olá professor Silvio, tudo bem com o senhor. A voz gutural. A porta do banheiro travou. O homem ajoelhou. Ele tirou para fora e o homem começou a apreciar e masturbar. E deixou claro, no alto da cabeça, o ponto certo para enfiar a língua. Fina o suficiente para entrar em um dos poros. Finíssima para não atrapalhar o fluxo sanguíneo. Mais ainda para chegar até o coração e controlar o batimento cardíaco. As duas mãos na cabeça do homem, com as unhas, penetrou em seu ouvido, os dois. Ele ri agora. A energia que está absorvendo, recolhendo em seu ponto de partida, no hipotálamo, está estalando e trazendo o prazer que eles tem, também, no sexo. Interessante essa condição. Para mim, enquanto estiver assim, estou ótimo. Escondido no meio da melhor rede de universidade, no meio de físicos, matemáticos, químicos, médicos, com a estrutura para esconder outro simples, pequeno, nada a declarar em relação à beleza física, e sendo, para eles, todo o tempo, vilipendiado por alunos e colegas de magistério. Pois é, assim se faz. Esconda-se quando tiver um grande segredo. E ele só pode ser compartilhado dentro do espaço reservado e completo. Ele tirou a língua, puxando os dentes e o líquido cerebral foi para o ponto, simbiótico e perfeito para juntar o que ele é e o que ele representa. Ficou verde e os olhos também. Completo. O homem levantou e depois acordou, lavando o rosto.

- Estou cansado hoje. Os alunos vão acabar me matando de tanta burrice, falou ele. E estou leve, parece que algo está faltando na minha mente, falou sem atinar. E lavou mais uma vez o rosto.

- Talvez alguma fórmula matemática, professor. Cuidado com alunos desatentos. O homem riu, ele saiu e o homem ficou. Ele puxou os dentes novamente. E ali, de um lado a outro, entrando e saindo das classes, todo o material que precisa para fortalecer o pequeno espaço no seu hipotálamo emprestado. Que consegue absorver cinco trilhões de informações. Quando voltar da sua missão, estará completo e, pensando bem, muito bem mesmo, com toda a energia orgástica desse cara exaurida. Uma pena, mas vou ter que deixar você no mesmo lugar que pedi emprestado. Vai sair nos jornais essa condição. Professor morto. Policia atrás de possível assassino. O membro inferior, ou melhor, o membro efetivo de reprodução... não complica, o pinto todo dilacerado. O Instituto Médico Legal vai fazer o exame para constatação de alguma possível amante. Tem várias. Vai ter mais duas ou três agora á tarde. Exatamente no horário apropriado para, através dela, ou delas, enviar para o espaço o que consegui até agora. Melhor canal impossível. Extrair e enviar. Ou acumular como esse último. Entrou na sala dos professores, momento de descanso entre burrice e estupidez. E foi até a garrafa térmica, com café. Mais um veneno. O que isso importa para mim, nada.

- Professor Evaristo, falou uma delas. Tudo bem nas duas primeiras aulas.

- O normal, sabe como é. A gente fala em simbiose e eles pensam em extradose. Ela riu. Além de tudo ele é brincalhão com rimas absurdas. Sabe-se lá o que é essa extradose. Ele sabe. E simbiose também. A eletrolítica, ainda mais depois do café, é extremamente interessante. Os dentes chegam a tremer, quase bater entre si se eu não segurar. E ver a gostosa mente da professora de literatura. Ela adora escrever. Eu adoro o que ela escreve. E puxou todos os dentes, sem emitir som. O líquido quer sair, mas empurro de volta com o café. E a corrente sanguínea desse cara é mesmo devagar. Talvez pelo conjunto da sua obra de medicina. Orgânica. Estuda a dos outros e esquece a própria. Ficar tomando remédio para depressão por não conseguir arrumar amantes é mesmo de lascar, pensou torto. Ou direito. E sorriu, ela também.

- E nesse normal o senhor que dizer que nada e coisa nenhuma.

- Isso mesmo, querida Patrícia. Mas tenho toda a paciência do mundo. Afinal para que serve os professores a não ser indicar corretamente ao estudo. Alguns temos que puxar as orelhas, outros evidenciar o que falta. E de poucos, tirar o mínimo que tem no cérebro. Literalmente. Ela ri e não sabe do que ele fala, entre todos, mais por citações malucas para aliviar. Ele sabe o que está dizendo, entrando direto no pouco que ela tem de bom humor. Ela ri. Os outros entendem que é mais uma bobagem. Excelente. Ele mudou, todos comentaram. Evidente que sim, ele não é mais ele, sou eu. Mas não vou dizer, a não ser quando preciso de energia. Excelente. Ela está com tudo hoje, sentindo o que leu no último dia. E o quanto escreveu. O dente puxado, vários deles, não sendo cárie. Puxou levemente e chegou perto dela, cochichando algo no ouvido. Ela riu. Os outros ficam permanentemente de sobreaviso. O cara, de não querer nada e não matar ninguém, está ficando conhecido como garanhão. E a pequena Patrícia, empurra para cima os óculos que querem cair. E ri, desprendida. Ele vai deixar para a noite. As alunas às quatro horas, aula de reposição e dez a vinte gramas de líquido, um pouco espinhal para reforçar a coluna dele. E à noite, depois de um jantar à luz de velas, vou fazer com ela o mesmo. Ela tem um péssimo habito, querer colocar na boca. De jeito nenhum, os micróbios acabam comigo, rindo da situação. Somos diferentes, anatomicamente. O meu cérebro fica na região do meu pinto. Por isso a absorção de imediato. Um canal reto e direto. E o nome é mesmo esse. Reto. Cu. E direto. Ou diz assim também.

- Bom dia senhoras e senhores, pegando no livro. Professor Evaristo, tudo bem com o senhor?

- Ótimo senhor diretor, estou muito bem, obrigado. Tenho a melhor companhia do mundo, os catedráticos da universidade. Ele riu.

- O senhor está bem, mesmo? Não está com febre, rindo da atitude dele.

- Estou ótimo. Cada dia melhor e mais inteligente de tudo o que posso aprender no planeta Terra, falou ciscando a informação e perdendo um pouco o controle nos olhos, baixando para evitar que o diretor o visse.

- Muito bem. Quero vê-lo antes da aula das quatro horas.

- Sim senhor, estarei em seu gabinete, levantando os olhos. Ele é o meu superior. Chegou antes. É bom ter semelhante ao seu lado. Dá certo conforto. E com mais experiência de como fazer, falar e se projetar nesse meio acadêmico.

- Muito bem. Senhoras e senhores, ótima manhã. E nada de notas abaixo de cinco, brincou. Eles riram. É o que gostariam de fazer com todos. Mas ele e eu, precisamos que não seja assim, exigimos o máximo de estudos para poder sugar o que for possível, deixando um pouco para que o organismo refaça e nos entregue nova leva. Ele saiu. A turma rindo e a Patrícia com nova leva de sorrisos e risinhos. Eu adoro o jeito dela, apesar de não querer o seu corpo. Ela até que é jeitosinha em seus contornos. Um dia vou ser autorizado a enfiar nela só para saber como é. Essa tal de simbiose eletrolítica. Eu ensino, mas, na verdade, não quero saber das consequências. Basta o que sugo. Vira suco na minha língua e caldo em meus dedos. Não se pode deixar escorrer e sujar o rosto e o cabelo. Nada fica de resto. Puxou os dentes novamente. Sugou o mínimo do café para empurrar o restante de volta para o lugar apropriado. Quando sentiu toda ela na ponta do pinto, sabe que irá retornar e ficar no lugar. Escondido. Como tudo em si e no diretor. Sugou. Saiu da sala dos professores. E inundou o ar com o cheiro característico, nada percebido por eles. Mas quem se vira e o olha com mais força, é identificado. Sou compatível com esse, essa, essa outra e mais aqueles dois. E entrou para ensinar. Ou praticar. O que for melhor para eles. Afinal, todo o cabedal de conhecimento de química quântica está guardado no cérebro dele. Basta acessar, depois que ler o capitulo correspondente no livro. Eu acertei no cérebro que escolhi para ficar. Milhares de horas de estudo. Afinal, a escolha e primordial para o esconderijo. Não se pode ficar, sendo despreparado. E o diretor, meu comandante em chefe nessa missão, é exigente. Foi condecorado com mais de um milhão que enviou de partículas. Eu espero suplantar. Basta escolher bem. Estou escolhendo, com mais duas mãos para o alto querendo participar e responder a sua assertiva. Que elefante não é brinquedo para ficar debaixo da pata, rindo e todos os alunos fazendo o mesmo. O que isso tem a ver com a química quântica. O peso. E nova gargalhada. As aulas são ótimas distrações, quando no meio de alunos compenetrados. E alunas mais do que dispostas. Vivem em uma ilusão, essa vida física. O dia que compreenderem, que no menor das partículas das suas células, podem se esconder segredos que nós queremos compartilhar. Mas depois que acabar essas mesmas células em nossas membranas. Não queremos conquistar nem lhes tirar o que existe. Queremos comandar. E, para isso, pensando e sugando novamente para evitar vazar, trabalhamos no recôndito desses seus espaços, entre um poro e outro. Esse aqui, vejamos, mais um à direita, posicionado e sugando. Somos insaciáveis. Sugar.



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