Entre Anjos e Demônios

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O mundo dos humanos é um campo de batalha indireto pela soberania dentre dois universos. Anjos e demônio se digladiam usando os homens como instrumentos. Ao final desta batalha quem tiver maior número de servos sairá vencedor. Ao menos é assim que deveria ser.

Raziel, um homem alto e bonito, vestido de preto observava a cidade do topo do edifício mais alto, sua visão era capaz de alcançar os becos mais escuros e os detalhes mais sutis do mundo dos humanos, como um dos guardiões, o anjo estava acostumado a resguardar os humanos, mas não hoje. Raziel observava um homem em específico, um jogador de basquete, no ginásio de sua universidade.

Will dribla os adversários em direção ao garrafão onde encesta para o delírio das garotas presentes, que sonhavam em passar a noite com o ídolo, dentre os presentes havia um jovem, Jason, que observava Ana, uma das torcedoras, que vibrava a cada jogada de Will. Sem perceber estar sob o olhar de Jeliel, uma linda mulher invisível aos demais, vestida como Raziel, porém trajando mini saia de couro e meias fetichistas.

Ao término do jogo Will e seus colegas vão para o vestiário comemorar, Jason aproxima-se de Ana, que sorri educadamente, enquanto suas colegas repudiam Jason.

- Bom jogo né? – Jason começa a conversa meio atrapalhado.

- Muito bom, vamos ganhar este ano.

Ana é arrastada pelas colegas deixando Jason sozinho, se lamentando pela conversa ridícula que teve.

A comemoração pelo jogo vara a noite na casa de Will, os jogadores comemoram com muita cerveja e muitas mulheres. Jason vai até a festa, imaginando encontrar Ana, assim que toca a campainha é recebido por um dos jogadores.

- O que você quer aqui?

- vim para a festa.

- É mesmo? Fora.

- Não, espera pergunte para o dono da casa. Se ele me expulsar então tudo bem.

- Tem razão – o jogador sorri – entre, vamos perguntar ao dono da casa.

Jason fica de boca aberta ao ver as mulheres mais lindas da universidade deitadas no sofá com os jogadores, implorando para que estes transem com elas, os homens enfiavam suas mãos debaixo da saia das garotas. Os dois vão até Will que estava contra a parede beijando uma garota qualquer, agarrando sua bunda o mais forte que podia.

- Ei Will, olha só quem veio para festa!

Will fica irritado ao ser interrompido, mas logo sorri ao ver do que se tratava, ele empurra a garota e desce até Jason.

- E ai cara, valeu pela torcida hoje.

- Valeu pela vitória, você foi muito bom hoje.

- Vem comigo cara, vamos pegar uma cerveja.

Assim que Jason pega seu copo de cerveja ele aproxima-se de Ana, que se surpreende ao ver Jason.

- Você por aqui?

- Vim comemorar a vitória do time.

- Eu pensei que só jogadores e convidados participavam.

- Eu tenho meus meios – Jason sorri como um idiota.

Sem que ele perceba os jogadores do time de basquete viram um balde de água suja sobre Jason, que fica ensopado, enquanto todos dão risada dele, Will o joga no chão.

- Quem você pensa que é? Ninguém quer você aqui.

Jason levanta-se e sai correndo da festa, todos davam risada, menos Ana que afasta-se dos seus amigos com pena de Jason.

Raziel observava a cena a distância, ele sorri tendo certeza de encontrar que procura. Aquele que irá terminar com o equilíbrio entre bem e mal.

Jason estava sozinho na praça da cidade, muito envergonhado para ir para casa, com medo que seus pais o vissem e tivesse que se explicar. Sua atenção é atraída por Jeliel, que senta-se ao seu lado cruzando as pernas de maneira sedutora.

- Dia difícil? – sua voz era doce e transmitia paz e tranquilidade.

- Você nem imagina.

- Não quer contar o que aconteceu?

- Não dá para perceber? – Jason não sabia porque falava com ela, porém havia algo naquela mulher linda que ia além da beleza, ele sentia uma tranquilidade jamais experimentada.

- Por mais que eu possa ver, só você sabe o seu sofrimento.

- Sofrimento?

Jeliel leva sua mão ao peito do jovem, sentindo seu coração angustiado.

- Dói muito, não é?

- Sim, eu queria poder dar o troco.

- Entendo.

No final da noite Will leva uma garota qualquer para o quarto, onde transava com ela, ficando por baixo enquanto ela cavalgava, fazendo seus seios pularem, Will adorava aquilo, mas naquela noite ele estava diferente, havia algo de estranho nele, seu prazer estava menor, o sexo não era suficiente, tomado por uma fúria incontrolável ele joga a garota no chão e começa a penetra-la de maneira selvagem, seus gritos de dor eram afrodisíacos para Will que a mata como ultimo gozo e pula pela janela correndo nu pela rua, onde é atropelado e morto.

Raziel estava de pé, ao lado do cadáver de Will, olhando decepcionado para baixo – como assim, isto é tudo? – o anjo preparava-se para ir embora quando sente uma presença tão poderosa como a dele, porém acompanhada de uma aura maléfica. Era Mammon, um dos demônios mais poderosos do inferno.

- O que você pensa que está fazendo Raziel?

- Como ousa pronunciar meu nome com sua boca maldita.

- Eu perguntei o que você pensa que está fazendo? Ou melhor se você faz ideia do que está procurando?

- Então você conhece a profecia?

- Do ser não-homem, que vai nascer no mundo dos humanos, ele não é um demônio, nem um anjo. Por isto poderá interagir livremente com as três raças.

- Este mesmo, por acaso está com medo que eu o encontre? Mammon – a pronuncia do nome da criatura soa como ameaça.

- Como você pode ser tão ingênuo? Pergunte para Deus sobre esta criatura.

- Não ouse falar Nele devorador de almas, demônio da ganância, servo das trevas.

Quando os dois preparavam-se para o embate Jeliel surge ao lado de Raziel, os dois anjos encaram o demônio que afasta-se, sabendo que nunca venceria dois anjos sozinho, não aqueles dois pelo menos.

- Tenha cuidado Raziel, cuidado com o que você procura.

Mammon desaparece em meio a uma nuvem de gás do esgoto. Raziel encara Jeliel, que sorri satisfeita.

- O que foi?

- Você não encontrou não foi?

- Não, acreditei que era este homem – Raziel aponta pelo corpo de Will encoberto por uma lona do IML – mas me enganei.

- Eu já sabia.

- Como assim já sabia?

- Muito simples, eu encontrei ele.

No dia seguinte os dois anjos observavam Jason ir a faculdade, que estava de luto pela morte de Will, aqueles que não gostavam do atleta tentavam fingir tristeza, como no caso de Ana.

- É aquele moleque?

- Você não entende nada sobre os humanos, não veja. Sinta.

- Ele tem alguma coisa dentro dele adormecida.

- O ser da profecia?

- Talvez, só temos uma forma de descobrir. Ontem eu fiz contato, sei o que ele mais deseja.

Jason olhava Ana de longe, mesmo sabendo que esta era sua chance, ele não tinha coragem de se aproximar. Jeliel estava atrás de Jason, sem se fazer visível ela toca o rapaz que se aproxima da garota.

- Como você está?

- Ana o olha confusa – como assim?

- Will era o seu amigo.

- Sim, acho que não estou sentindo nada. Deveria ficar triste, mas não é fácil não sentir nada.

Raziel surge atrás de Ana, ainda invisível aos humanos ele toca a garota - É muito estranho, eu achava que ele era meu amigo, mas era só alguém próximo. Uma pessoa que ocupava um papel, nada de mais.

O sinal toca e eles precisam ir para a aula.

- Ana, você sai comigo nesta noite?

- Sim – ela sorri envergonhada e vira-se rapidamente, sumindo na multidão.

Jason sorri feliz, com sua alegria uma outra energia se manifesta, uma energia muito poderosa, que assusta Raziel, Jeliel sorri “é ele”.

Naquela noite Jason se arrumava, ainda não acreditando que conseguira convidar Ana e mais importante, não acreditando que ela havia aceito o convite. O garoto escolhe uma roupa sem perceber que os dois anjos o observavam bem de perto.

- Você tinha razão, é ele. Tem que ser ele, nenhum humano é tão poderoso assim. Porém ainda falta algo.

- Nada que não possamos adiantar.

- Somos proibidos de interferir no mundo humano.

- Pense Raziel, você acabou de dizer, ele não é humano. Nada que façamos com ele irá contra os designíos divinos.

Raziel sorri triunfante – Assim será. Prepare-se para ver uma nova hera nascer.

Ao sair de casa Jason corre para o metrô, o garoto atravessa a rua quando ouve o chamado de Raziel, ao se virar para procurar o dono da voz Jason é atropelado por um carro, que não consegue frear. O corpo de Jason é arremessado para cima, caindo inerte sobre o asfalto.

Horas depois Jason estava no hospital, inconsciente, uma enfermeira aproxima-se para verificar a medicação, quando sente uma ansiedade estranha, algo que não deveria estar lá. A enfermeira continua a injetar o remédio no paciente, quando sente alguma coisa atrás dela, não havia ninguém.

Jason abre os olhos, porém aqueles não eram olhos humanos, mas sim olhos animalescos, a enfermeira olhava para trás, procurando a fonte de seu medo irracional. Era como um sinal de alerta de algo a avisava para sair daquele quarto, o mais rápido possível.

A enfermeira preparava-se para sair quando sente algo segurando sua perna, ela é tragada para as sombras, Jason estava acordado, mas não era ela, seu corpo estava tomado por uma força até então desconhecida. Diversos tentáculos saíam de seu corpo, erguendo a enfermeira no ar, com seus braços e pernas abertos, seguros por estes tentáculos. Jason começa a estupra-la, enquanto enfia um tentáculo fundo em sua garganta.

A dor e a humilhação não são maiores do que o êxtase sentido durante a penetração, a moça é erguida por tentáculos mucosos que grudam nas paredes e no teto, abrindo ao máximo suas pernas e braços, dor e prazer não se distinguiam mais, Jason a possui em uma fúria orgasmática até que ele rasga a enfermeira em duas partes iguais.

Raziel e Jeliel observam a cena, assim que a enfermeira morre os dois aparecem para Jason, que se prepara para o combate, Raziel estende sua mão espalmada acalmando o jovem, o garoto volta ao normal e cai desmaiado.

Ao mesmo tempo, em outro lugar da cidade Mammon transava com uma demônio, debruçada sobre uma mesa, o demônio era violento em suas estocadas, ele puxa os cabelos da demônio exibindo seus seios. ouvir os gritos dela aumentava seu prazer.

Assim que percebe o despertar de Jason Mammon afasta-se da demônio e caminha nu pelo andar vazio do edifício abandonado. O demônio olha pela janela conseguindo visualizar o despertar de Jason.

- Raziel, seu idiota.

No dia seguinte tudo estava normal no hospital, exceto pela equipe de enfermagem que chorava a morte acidental de uma das suas, Ana fora visitar Jason, que acorda com a garota em seu quarto.

- Ontem eu fiquei furiosa com você – Ana andava de forma graciosa pelo quarto com as mãos para trás – nunca levei um bolo de um garoto, pelo menos nunca depois de ficar com este corpo, fiquei pensando “como ele pode” e “quem ele pensa que é”. Foi quando recebi a mensagem de que você fora atropelado. Um garoto foi atropelado indo me ver. Eu poderia ter sido a ultima pessoa que alguém pensou antes de morrer e isto é lindo. Foi o que eu pensei. Estranho não é.

- Ana? É você mesmo?

- Sim, eu vim correndo para o hospital, mas não me deixaram entrar. Falaram que havia passado o horário de visita. Eu só pensava em você. Então eu fiquei triste, imaginei você machucado, por minha causa.

- não foi a primeira vez, eu me machuquei todas as vezes que a via com outros homens, sempre que você tinha um encontro eu ia para casa chorando. Ficava pensando porque eu não conseguia ter você.

Ana aproxima-se de Jason e senta-se sobre ele, ainda deitado na cama do hospital, ela acaricia o cabelo do garoto e aproxima seu rosto do dele.

- Foi lindo, nunca imaginei que alguém conseguisse chorar por mim. Nunca pensei que alguém sofresse por minha causa. É triste, mas um lado meu gosta.

- Então, quando eu sair daqui. Me da mais uma chance?

- sim – ela sorri – disseram que você não está muito machucado, mas eu não quero feri-lo mais. Nos vemos amanhã.

Assim que Ana sai do quarto os dois anjos aparecem, Jeliel toma a frente.

- Está feliz agora?

- Quem são vocês?

- Já se esqueceu?

- Você é aquela mulher que conversou comigo duas noites atrás. Seu nome...

- Eu não disse meu nome, você não queria um nome, queria conforto. Agora quer respostas.

- Como você entrou aqui e quem é ele?

- Não, ele não é meu namorado, é o que você está pensando.

- Não, eu...

- Não minta, eu consigo ler sua mente. Meu nome é Jeliel e este aqui é Raziel.

- Quem são vocês?

- Ainda não percebeu? – Raziel toma a frente – O que você sente? Não pense, a racionalidade atrapalha sua espécie, apenas sinta. Quem somos nós?

- Algo de bom, mas não faz sentido.

Jeliel se aproxima, revelando uma luz de fogo que envolve seu corpo, pouco antes de um par de asas surgir.

Jason entra em pânico, Raziel o controla fazendo-o adormecer, Jeliel volta ao seu estado normal – Não se assuste Jason, não queremos o seu mal.

- O que vocês querem?

Raziel afasta-se, com um movimento de mão uma cadeira vem até ele, Raziel apoia seu pé na cadeira, a porta do quarto se tranca sozinha e a persiana da janela se fecha.

- Acredito que você já tenha ouvido alguma história sobre céu e inferno e como as decisões dos homens os levam para cada lugar após sua morte. É tudo verdade. Anjos e demônios habitam este mundo sempre influenciando nas suas ações, porém nunca agindo diretamente.

- Então por que eu?

- Porque seu nascimento foi previsto milhares de anos atrás ou seria bilhões de anos. Tanto o céu quanto o inferno tem registrado a história da humanidade, seu passado e seu futuro. Existe uma profecia sobre um ser que irá mudar o mundo dos humanos para sempre e recriar este plano da existência. Você é este ser.

- Você é o escolhido – Jeliel interrompe – o ser prometido que irá mudar este mundo. Irá acabar com a guerra entre céu e inferno. Está escrito que quando você se revelar não haverá necessidade de inferno.

*****************

É neste momento que surge uma nova personagem nesta história, Peter, um pobre garoto, funcionário da universidade que era humilhado por algumas garotas no vestiário feminino, elas batiam nele com toalhas molhadas. O garoto chorava enquanto elas o fotografavam.

A porta se abre, o que é uma surpresa para as garotas que a trancaram, Mammon entra pela porta caminhando lentamente, contrastando com o lugar ao vestir seu sobretudo, idêntico ao dos anjos, a líder das garotas o encara.

- O que você quer aqui?

- Nada muito diferente de você.

- Vai embora seu tarado.

Mammon sorri, aquela garota não o reconheceu, diferente de Peter que tremia de medo, uma das garotas se afasta assustada, aquele homem era diferente, ele transmitia algo perigoso, uma sensação de ameaça tomava todas as meninas, menos a líder que se recusava a reconhecer o sentimento de intimidação.

- Se você não for embora agora eu vou gritar “estupro” ai eu quero ver você ficar sorrindo como idiota.

- Eu terei séculos para descobrir o que a faz gritar, mas antes disto eu preciso dele – Mammon aponta para Peter.

- Socorro estuprador!!!

A mão de Mammon transforma-se em uma garra peluda, com um único movimento ele arranca o maxilar da garota, que cai ao chão urrando de dor, as demais tentam fugir, porém as portas encontravam-se trancadas.

Havia algo diferente do ar, um canto de crianças invade o local, acompanhado por uma chuva de pétala de rosas, o som de algo muito antigo sendo aberto apavora as moças que ficam contra a parede.

- Por favor, nos perdoe. Não vamos fazer mais.

- Isto não é uma punição, é apenas uma demonstração – Mammon olha para o garoto no chão - abra os olhos Peter.

Uma das moças é arrastada por uma força invisível, seus gritos aterrorizam as demais, que não conseguem vê-la, apenas ouvi-la. A Garota surge pendurada de cabeça para baixo, sem pele. As demais de se desesperam, não havia saída. Elas são tragadas pela escuridão.

Após terminar sua vulgar demonstração de poder Mammon aproxima-se de Peter, alguns demônios femininos circundam o garoto. Uma delas ajoelha-se na frente de Mammon colocando seu pênis na boca, as demais alisam e beijam o corpo de Peter.

- Você quer este tipo de poder?

- Quem é você?

- Você sabe. Mesmo não acreditando você sabe quem eu sou.

- O diabo?

- Um deles, sou Mammon, o demônio da avareza.

- Vo... você veio me levar?

- Porque eu faria isto? Se o quisesse você estaria morto. Não Peter, eu tenho um serviço para você.

- Me associar ao diabo.

- Acredite, é melhor me ter como amigo do que como inimigo.

Os demônios femininas abaixam a calça e a cueca de Peter, que envergonhado tenta se cobrir. Mammon retira um pênis monstruoso do bolso de seu sobretudo e o joga sobre Peter.

- Você viu o que eu fiz – os cadáveres das moças surgem pendurados atrás do demônio – se você quiser poder semelhante corte fora o seu membro inútil e coloque este no lugar. Mas lembre-se a escolha é sua.

Mammon e as demônios desaparecem, Peter levanta-se, ainda meio assustado, veste suas calças, sua camiseta e foge dali, não sem antes levar o pênis demoníaco consigo.

Naquela noite, ao se aproximar de casa Peter ouvia os gritos de seus pais, ao entrar ele é logo agredido por seu pai, impotente perante sua mãe, este o espanca sem motivos, apenas para aliviar a frustração de ser inferior a sua esposa. Cada golpe é uma humilhação silenciosa e uma dose de raiva contida.

Peter espera seus pais adormecerem para se dirigir a cozinha, o jovem seleciona um cutelo dentre as facas de sua mãe, com um rápido movimento ele decepa seu pênis e o substitui pelo membro demoníaco.

Horas depois a polícia, chamada pelos vizinhos, fotografa os corpos dos pais de Peter, ambos esquartejados. O garoto estava em uma loja de eletrônicos transando com três garotas diante de uma câmera, todas portadoras de um corpo perfeito, que nunca olhariam para ele. A imagem era transmitida para dezenas de televisores.

Peter transava furiosamente com uma garota de quatro, enquanto outras duas se masturbavam ao lado, assim que goza Peter ergue a garota pelos cabelos e a arremessa contra a parede, as outras duas ficam assustadas, Peter agarra uma delas, a joga contra a parede e começa a violar a garota.

A terceira moça tenta fugir, quando esbarra em Mammon, que indiferente a deixa escapar, Peter larga a garota com quem transava, agora morta, e olha para seu bem feitor.

- Que poder maravilhoso você me deu.

- Cuidado com as palavras, eu não dei nada para você, eu troquei. Sua satisfação pela minha.

- O que você quer?

- Nada que você já não tenha feito – Mammon oferece uma foto de Ana – espero que você não esteja saciado.

***********

Ao mesmo tempo, em outro lugar da cidade Ana e Jason estavam em um motel, a garota desfila de cinta-liga para Jason que sente seu desejo crescer, com ele algo estranho, incontrolável. Ana sobe na cama e engatinha até seu amado, abrindo sua calça vagarosamente.

- Estou sonhando.

- Shiii! – Ana leva seu dedo sobre os lábios de Jason – Confie em mim.

Ana fica de joelhos sobre a cama, abaixa a parte de cima de seu lingerie, exibindo seus firmes seios, Jason a abraça, os dois rolam pela cama. O rapaz chupa os seios de Ana, enquanto abre gentilmente suas pernas, o sexo deles é carinhoso, gentil. Ana sente-se protegida por aquele homem.

Conforme vai transando Jason sente uma mudança em seu corpo, seus olhos ficam vermelhos, a intensidade de seus movimentos fica mais forte, Jason urra, ele era mais demônio do que humano. Ana o acompanha, ela sente seu corpo envolto por tentáculos que elevam seu corpo. Não havia medo nela, apenas o desejo mais primitivo possível.

Ao atingir o êxtase Jason sente um golpe forte, Peter havia invadido o quarto de motel pela janela e agarrado seu corpo, ambos atravessam a parede caindo no quarto ao lado atrapalhando outro casal. Jason envolve Peter com seus tentáculos e o atira para fora do prédio. Jason cria asas de morcego e voa pela cidade atrás de Peter, que salta sobre as costas de Jason. Os dois se chocam contra outro prédio.

No quarto de motel Ana cai no chão se contorcendo, sua barriga começa a crescer, em uma gestação acelerada, seus gritos de dor assustam até os anjos Raziel e Jeliel que observavam o sofrimento da moça que estende sua mão na direção deles.

- Me ajudem.

- Ela pode nos ver?

- Sim – Mammon surge atrás dos dois anjos – ela foi fecundada por um demônio, este ser que cresce em seu útero não é humano, a ligação existente entre eles permite a esta mocinha enxergar as outras raças.

- Como assim fecundada por um demônio – Raziel fica inconformado – Jason é o ser da profecia.

- Você está tão cego que vê apenas o que deseja. Olhe para seu precioso escolhido.

Os dois anjos voltam sua atenção para Jason, ele sai dos escombros do prédio arrastando o corpo de Peter, Jason devorava o cadáver de seu rival. Com um urro o chão se abre e o fojo jorra.

Jason voa para dentro do quarto de motel, os dois anjos e o demônio fogem enquanto Jason envolve sua amada com seus tentáculos criando um casulo, o céu fica escuro e demônios invadem a terra, sequestrando pessoas para devora-las e viola-las.

- A profecia – Jeliel balbucia apavorada – a profecia dizia que quando o escolhido surgisse não haveria mais necessidade de inferno.

Os dois anjos observavam a destruição causada pelos demônios, um dos tentáculos de Jason destrói um quarteirão provocando a morte de centenas de pessoas.

- O inferno e a terra se fundiram? – Raziel ainda não entendia – o que está acontecendo? Este é o escolhido?

- Não – Mammon decide explicar o que acontecia – a profecia diz que surgira um escolhido que irá trazer uma nova realidade. Pense um pouco como trazer algo novo sem destruir o antigo? Jason é apenas o demônio da destruição. Seu filho irá criar um novo mundo.

- Um mundo sem inferno.

- Um mundo sem inferno é um mundo sem paraíso. O filho de Jason irá criar um novo universo, antes disto todos nós iremos morrer.

Jeliel se desespera e ataca Jason, o demônio da destruição a envolve com seus tentáculos, rasgando suas roupas e estuprando a anjo, que envolta pelo prazer trança suas pernas nos tentáculos de Jason. O demônio explora o corpo de Jeliel com seus tentáculos, conforme seu prazer aumenta o casulo envolvendo Ana se enfraquece.

Raziel e Mammon aproveitam a brecha para atacar, Raziel decepa a cabeça de Ana, enquanto Mammon retira seu feto e o exibe aos demônios. Jason se enfurece e ataca os dois seres. Os demônios que invadiram a terra atacam Jason devorando sua carne.

O sol nasce, Raziel envolve Jeliel com seu, sobretudo, os demônios voltavam para casa, Mammon observava a destruição com indiferença, a mesma indiferença dos anjos. Cada um segue seu caminho enquanto os humanos socorrem as vítimas, sem entenderem o que aconteceu.

FIM



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