Sueños

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Sete dias.

168 horas.

Eu não quero dormir. Eu poderia dizer que gosto de dormir. Mas dormir se tornou uma absurda tortura desde que eu descobri que minhas projeções astrais são tão vívidas que acordo com as marcas dos 'sonhos'. Sim, uma ironia do destino me machuca dessa vez: Quantas pessoas gostariam de ter sus sonhos realizados?

Eu lembro da primeira vez....

Fechei os olhos na inocência de descançar. Depois de pensar em todos os campos da minha vida, por fím adormeci em um sono leve. As imagens começaram a se formar em minha mente. Eu vi uma árvore sem folhas. Eu vi um campo com grama cinza. Eu vi aves de rapina voando em um céu das águas mais profundas do oceano. Olhei ao redor. Me vi sozinho no lugar. Sentei-me, pois minhas pernas pesavam como se eu tivesse ficado horas depé na fila de um banco.

Olhei as palmas da mãos. Estavam sujas.   De qualquer forma tudo no lugar parecia sujo ou faltoso. Tentei limpá-las na relva morta. Para meu espanto ao levantar os olhos para o horizonte vi um enorme animal com olhos cor de vermelho sangue. Um vermelho vivo e infernal.

A besta não se deu conta de minha presença. Então, escondi-me atrás da árvore sem folhas. Indaguei-me se aquele lugar seria  o inferno. Temi pelas minhas decisões mundanas não terminadas. Temi pelas minhas atitudes não tomadas. Temi pelo fim de minha vida.

Para meu desespero maior, percebi que a fera sentia o cheiro do meu medo. Então, ferozmente ela lançou-se até a árvore. 

Era tarde demais para correr. Subi na árvore com uma habilidade que nem acreditava que existia em mim. A fera viu-me e começou a arranhar o tronco da árvore seca, que sem dúvida não resistiria a mais patadas violentas.

Olhei ao redor. Uma cobra enroscava-se no galho mais próximo ao meu. Meu coração batia desenfreado a cada tremor na extenção da árvore.

Sem pensar e em um impulso sobrenatural estendi a mão esquerda em direção à cobra. Por sua natureza selvagem e traiçoeira, ela me picou. Senti as presas cavadas em meu braço e o sangue passar pelos pequenos furos. Mantive a mão firme a alcancei a cobra. Ela era do comprimento certo para o que eu iria empregá-la. Estiquei seu corpo, depois que torci seu corpo como quem  espreme um pano, logo abaixo de sua cabeça escamosa. Não pude sentir seu úlitmo batimento cardíado. Ela morreu para que eu morresse e voltasse à vida.

Enrolei o cadáver no pescoço e amarrei o rabo no galho grosso onde eu estava. A textura das escamas era um excelente antiderrapante, pude pensar que a natureza era realmente perfeita em sua crueldade. A árvone não aguentaria outra sequencia de golpes. 

Ser enforcado era melhor que ser devorado, pensei.

Antes de me lançar , pensei que gostaria de mais uma chance. E com esse fio de pensamento me atirei do tronco. Senti o estalar do pescoço antes de perder a consciencia.

Um longo segundo se passou enquanto eu atravessava as dimensões. Acordei ensopado de suor em minha cama. Meu cérebro demorou a convencer-me de que fora apenas um pesadelo. 

Porém, ao esticar a mão para pegar os óculos em cima do criado mudo, vi dois pontinhos vermelhos como uma mordida em meu braço esquerdo.

Dei-me conta pela primeira vez de que aquilo fora real.

Desde estão, dormir tem sido o meu maior desafio. 

 

Rafael Castro

 

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By: Nadinni Nascimento

 

 



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Comentários   

0 # João Daniel 07-10-2017 10:03
Olá , cada vez eu usei para verificar web site posts aqui
cedo no romper do dia , pela razãcomo acabar com a ejaculacao
precoce usando o estimulante senior: http://www.linconsousa.com/senior-estimulante-sexual-funciona/
que eu amo para ganhar conhecimento de mais.
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+2 # J.C. Bruschi 21-02-2015 10:18
Estória muito boa. Alguns erros de português e um pouco confusa no final mas o texto é criativo e bem amarrado. Continue assim e parabéns!!!
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