A Maldição do Fogo Eterno (parte 2)

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Enquanto ela caminhava na noite, mal sabia que olhos a espreitavam por entre as sombras. Alguma coisa lhe dizia que havia algo diferente no ar, pois o fogo que a consumia estava cada vez mais forte, obrigando-a a andar cada vez menos vestida. Porém, ela era um ser humano, sentia tudo o que os humanos sentiam, por exemplo, a fome. O problema era que ela não podia tocar nenhum ser vivo, mas isso não a impediu de, ao menos, tentar saciar a fome que sentia naquele momento.

Então, esforçando-se ao máximo para tentar aplacar um pouco a dor que sentia, resolvera entrar na primeira loja de conveniência que aparecera em seu caminho.

- Por favor, senhor, por acaso teria algumas migalhas para me dar? Há dias eu não sei o que é ter alimento no meu estômago. Dizia a jovem de aparência sombria, e cabelos negros esvoaçantes.

-Vá embora daqui. EU NÃO ADMITO MENDIGOS EM MEU ESTABELECIMENTO! Gritava o dono, tentando expulsá-la dali.

Então, com toda a sua fúria, ela deu um tapa na cara do homem, que se desfez em cinzas, deixando um fétido odor de enxofre no ar. Daí, ela aproveitou a situação para pegar o máximo de alimentos possiveis, fugindo dali com uma rapidez pouco comum, pois como estava proibida de tocar apenas seres vivos, podia alimentar-se sem maiores problemas.

Só que, os olhos das sombras ainda a perseguiam, e por mais que ela olhasse para os lados, e para trás, não via nada, nenhuma sombra, nem mesmo um vago vestígio de que estaria sendo seguida. Mas, os olhos resolveram sair de seu esconderijo, e revelaram-se à amaldiçoada, quanto esta estava dirigindo-se ao parque central da cidade, seu local de habitação, mais precisamente o tronco de uma árvore morta, que havia sido atingida por um raio há alguns anos.

-FINALMENTE A ENCONTREI...SOUBE QUE FOSTE A ESCOLHIDA, E QUE SUA ALMA ESTÁ PERDIDA PARA TODO O SEMPRE! - Dizia o homem alto, careca, de longa capa preta, olhos cor de cinza, tão frios e enigmáticos, que era impossivel para ela não olhá-los.

-O que quer comigo? Eu não sei quem és, mas sei que estás me perseguindo. Por favor, vá embora, eu já tenho problemas demais...



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