O delicado sabor das fêmeas fatais (6)

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Voltei a encontrar Vandinha uma semana depois, numa das visitas que Mr. Seth Moore e eu fizemos ao parque. Ela surgiu de supetão à minha frente e sem muitas explicações deu-me um chute no saco, gritando obscenidades. Enquanto me encolhia de dor, Vandinha saltou em minhas costas e cobriu-me de tapas e mordidas e, nessa situação, apenas senti necessidade de proteger meu rosto. Ela parou de me atacar quando ouviu a gargalhada de Mr. Seth Moore, o homenzarrão morria de rir e seu corpo parecia com uma montanha de gelatina chacoalhante. Vandinha sentou-se no chão, aspirando o ar com dificuldade, vermelha e suada. Eu também me distendi de comprido em cima da grama igual a um bicho vencido em luta e sem ânimo para lamber as feridas.

– Vamos para a churrascaria, Biguá – disse Mr. Seth Moore, e caminhou em direção ao hiper-ônibus, o corpo todo balançando – agora já não se ouvia o riso de assustar passarinhos, mas eu podia adivinhar os seus olhinhos lacrimejantes de tanta alegria. Eu levantei-me, Vandinha também, seguimos atrás do homem.

– Que diabos deu em você?! – eu quis saber.

– Você me abandonou no quarto com uma mão na frente e outra atrás.

– Nada disso. Deixei dinheiro no criado-mudo e paguei ao porteiro Bagrinho a hospedagem equivalente a mais três horas, quando ele devia te acordar.

– Pois então o Bagrinho te roubou e me comeu de graça. Tive que abrir as pernas pra ele como forma de pagamento. Ou isso ou ia em cana como caloteira.

– Mas que filho da puta!

– Ele também me enrabou. E exigiu chupetinha.

Emparelhamos com Mr. Seth Moore. Ele quis saber o que é que estávamos conversando, Vandinha com desavergonhado prazer detalhou vivamente para ele a situação em que se viu obrigada a enfrentar.

– Você tem que fazer alguma coisa, Biguá – ele disse me encarando.

– Biguá? Que raio de nome é esse, Leo? – estranhou Vandinha.

– O patrão acha mais cômodo me chamar assim – expliquei.

– O que você deseja que façamos ao porteiro, menina? – perguntou Mr. Seth Moore.

– Eu quero vingança – ela afirmou, convictamente.

– Ouviu a menina, Biguá?

– Perfeitamente, patrão.

– A vingança só é boa quando bem executada. Já sabe o que fazer?

– Já, patrão.

Eu havia decidido que o porteiro Bagrinho, do motel La Florita, seria o único prato no próximo banquete de Mr. Seth Moore. E se o patrão me oferecesse uma boquinha nas refeições, eu teria imenso prazer em comer um bife acebolado de fígado, um rim frito na chapa, uma pedacinho do coração cozido com batata e vagem – mas então alguma coisa diáfana, sem peso, uma penugem de sobreaviso pousou nas membranas do meu cérebro, essa coisa volátil começou a fazer cócegas a cada riso que Vandinha direcionava a Mr. Seth Morre, a cada chispa mal-intencionada de seu olhar, a cada entonação de sua voz dengosa. E a revelação transbordou, finalmente, em meus miolos: Vandinha estava mentindo a respeito dos acontecimentos no motel La Florita. Nada do que dissera sobre o porteiro Bagrinho tinha algum fundo de verdade. A filha da mãe fazia uso daquela artimanha para se aproximar de Mr. Seth Moore. Vandinha havia analisado o Mercury, o dinheiro que eu carregava nos bolsos, devia ter relembrado as minhas conversas sobre o poderio econômico do meu patrão, a converseira toda de engrandecimento alardeando o quanto eu ganhava bem, toda a papagaiada de um pobre-diabo querendo impressionar uma putinha rampeira. Então, depois de tecer intrigantes redes de possibilidades, ela chegara a uma conclusão: se eu estava enricando às custas do gorducho, ela, que se julgava muito mais esperta, iria deitar e rolar na dinheirama do gringo abestalhado. Após pensar, medir, avaliar todas essas súbitas impressões, olhei Mr. Seth Moore bem nos olhos. Os olhinhos do homem brilhavam, sorridentes – estavam faiscando para mim a sua máxima preferida: "Eu sei de tudo, Biguá."

Mr. Seth Moore entrou no hiper-ônibus e Vandinha, sem ser convidada, foi aboletar-se ao lado dele no banco especial. Acionei o mecanismo para fechar a porta do veículo sentindo na boca o gosto desagradável da bílis. E Vandinha ali, criaturinha insignificante perto do gigantesco Mr. Seth Moore, sempre falando pelos cotovelos, rindo, dando cutucõezinhos nas dobras de banha do homem. Ele? Ora, Mr. Seth Moore estava adorando tudo aquilo, até direcionou um pouco a mãozinha atrevida de Vandinha quando ela fingindo um resvalo acidental chegou cheia de dedos em seus órgãos genitais. Ela, toda sapequinha, fez carinhos nos bagos, depois ergueu a bata branca de linho de Mr. Seth Moore – ele ajudando como podia, soerguendo o corpão incrível para que ela o descobrisse até a cintura – e caiu de boca nas partes do homem. Eu olhava sem acreditar no atrevimento de Vandinha, era uma cena grotesca – a cabeça dela desaparecia soterrada pelo barrigão, assim, ficavam visíveis apenas o tronco, as coxas cor de caramelo e os pés enfiados numa chinelinha de dedos. E o som roufenho de uma boca sugando com avidez, um barulhinho semelhante a uma cabritinha mamando numa cabra gigantesca, uma leitoazinha sorvendo o leite de uma porca monumental. Um sonzinho único, sem qualquer semelhança com qualquer outro ruído, e ritmado, compassado em uma nota só. Lembrei-me da doutora Lisbeth Feijó. Pela segunda vez eu era testemunha ocular da mais bizarra das cenas de sexo oral.

– Vá dar uma voltinha no parque, Biguá – ordenou Mr. Seth Moore. – Só me volte aqui em trinta ou quarenta minutos.

Deixei o volante do hiper-ônibus ensandecido de ódio por Vandinha, sabia que ela era marota, ladina, dissimulada, conhecia sua capacidade de enredar uma pessoa, e por isso mesmo estava com a poderosa sensação de que seria substituído nos meus afazeres de cuidador. Eu era auxiliar de enfermagem, Vandinha não. Mas o meu trabalho não exigia muito – quem é que não consegue limpar a bunda de um homão como Mr. Seth Moore? Qualquer um. Sim, qualquer um. Vandinha, por exemplo. E a vadia tinha um um ás na manga: era capaz de trepar e de chupar seu paciente.

Andei pelos passeios do parque, o tronco encurvado, a cabeça baixa olhando os sapatos, maldizendo a sirigaita e explodindo internamente pelo acúmulo de insegurança. Mas então uma luz me surgiu nos miolos – e se Mr. Seth Moore estivesse apenas induzindo Vandinha a imaginar-se uma sabichona capaz de depená-lo impiedosamente? Por que Vandinha realmente se achava uma espertalhona beirando a genialidade – e isso sempre será uma arma de dois gumes. Na verdade, cheguei à conclusão, Mr. Seth Moore estava simplesmente cevando com sua suposta ingenuidade o ego gigantesco da garota – desejava apenas levar para casa o seu jantar. Com a insegurança afastada, voltei a andar ereto pelo parque, o peito inflado como um recruta, a cabeça erguida, os olhos confiantes, a boca com leve sorriso de superioridade.

Quando voltei para o hiper-ônibus, Mr. Seth Moore estava novamente com a bata cobrindo todo o corpo, Vandinha sentada ao lado ajeitava os seios dentro da blusinha e sorria beatificamente. Mr. Seth Moore alcançou o móvel semelhante a um criado-mudo à frente do banco especial, pegou a carteira na gaveta, abriu-a, tirou um punhado de notas de vinte, cinquenta e cem reais e sem ao menos contá-las as entregou a Vandinha. Ela sim, dobrou o maço ao meio e se pôs a contá-las lentamente, uma linguinha se mexendo para fora da boca, no lado direito, compenetrada na deliciosa operação. Eu ali, no banco da frente, olhava tudo aquilo com uma ponta de inveja. Minto, com muita inveja. Terminada a contagem, ela abriu as notas como se fosse um leque e as abanou para mim, provocante, sarcástica, como se quisesse alardear o seu incontestável triunfo. Depois as enrolou como se fosse um charutão, ergueu a micro-saia e guardou o rolo dentro da calcinha. Eu já tinha visto Vandinha guardar o dinheiro que eu lhe dava naquele lugar imprevisível, mas agora ficou bem esquisito – aquela forma cilíndrica era muito volumosa, deixou um caroção saliente na roupa, como se ela fosse um travesti descuidado. Então Vandinha percebeu que nós, eu e Mr. Seth Moore, olhávamos a proeminência em sua virilha com assombro, sorriu sem jeito, abriu sua bolsinha a tiracolo e enfiou a grana ali de qualquer jeito, um tanto atabalhoada.

– Nos vemos amanhã? – perguntou.

– Mandarei Biguá buscar você como o combinado.

Ela deu um beijo estalado nas papadas de Mr. Seth Moore, gloriosamente satisfeita, olhou-me com a altivez dos vencedores, saiu do hiper-ônibus e foi caminhando pelos passeios do parque, a bolsinha ciumentamente protegida sob os braços cruzados no busto. Ficamos olhando até Vandinha desaparecer de vista. Então Mr. Seth Moore ordenou:

– Me leve à rua Próspero Meier.

Obedeci sem abrir o bico e sem me perguntar o que ele iria fazer na rua onde o aluguel de um metro quadrado custava uma fortuna, uma raiva doentia me rasgava o coração, injetava sangue nos meus olhos e enchia-me a boca de bílis. Chegando na Próspero Meier ele mandou que eu levasse o hiper-ônibus até o ateliê de costura Billet Doux, um estabelecimento grandioso, cheio de vitrines, espelhos, manequins usando fraques, smokings, vestidos de noiva e de gala, essas coisas de bacana.

– Buzine – ele disse.

Eu obedeci. Em menos de um minuto duas mulheres divinas, trajando sobriamente blusas brancas e saias cinza-escuro com barras um pouco abaixo do joelho, sapatos de salto-agulha, altíssimos, e cabelos ajuntados na cabeça em forma de coque vieram ao hiper-ônibus, sorrindo como se o mundo fosse um eterno pudim, ou brigadeiro, ou doce de pera – essas gostosuras todas. Mr. Seth Moore mandou que eu abrisse a porta lateral do veículo, uma delas entrou e recebeu um caderno que ele estendia. Eu, hirto no banco de motorista, pelo espelho retrovisor analisava o casal discutindo em voz baixa alguns segredos inscritos nas folhas – achei que fossem desenhos, já que o caderno era específico para essa prática. Mas, claro está, eu apenas especulava – e com muito medo, digo sem me envergonhar. Cinco minutos depois encerraram as confabulações, a mulher pegou um lápis nem sei de que lugar de suas vestes e começou a marcar rapidamente, com um único golpe, várias folhas do caderno. Depois beijou Mr. Seth Moore numa das faces, desceu do hiper-ônibus e emparelhou-se à companheira, ambas me olhando, sorridentes, solícitas, esperando sabe-se lá o quê. Foi Mr. Seth Moore quem me tirou daquele estado de perplexidade, ordenando:

– O que está esperando, Biguá? Acompanhe as madames, rapaz!

Reagi automaticamente à voz de comando, imediatamente saltei do banco de motorista, foi me equilibrar no chão e as duas mulheres enlaçaram os meus braços, uma de cada lado, e me conduziram para o interior do estabelecimento. Levaram-me para um amplo salão fervilhando de mulheres afogadas em máquinas de costura, imensos rolos de tecido, dedais, réguas, tábuas e ferros de passar, giz de alfaiate, linhas, retroses, carreteis, um mundo palpitante de cores e sons. E logo uma delas foi me cingindo com a fita métrica na vertical e horizontal, marcando tudo num caderninho, tudo rápido, profissional, sem conversas vazias e – agora – sem demonstrações de simpatia ou consideração. Tiradas as medidas, as duas mulheres elegantes me conduziram para o hiper-ônibus. Subi, sentei-me em frente ao volante, abri a porta lateral, mas as duas apenas acenaram alegremente para Mr. Seth Morre.

– Telefonarei avisando quando as encomendas ficarem prontas – disse uma delas, acrescentando depois uma frase em francês enquanto olhava diretamente para mim.

- Desculpe, Madame, mas o que a senhora disse? – perguntei

– Madeleine disse que você é muito palatável – respondeu Mr. Seth Moore, adiantando-se à mulher. Trocaram mais algumas gentilezas verbais em francês e elas se foram.

– Palatável? – repeti, aturdido. – O que significa isso? Que minhas carnes ficariam deliciosas num espeto?

Mr. Seth Moore apenas balançou a cabeça, rindo muito. – Vamos para casa, Biguá – disse.

– Sim senhor – respondi. – Mas tenho outra pergunta: por que preciso de roupas novas?

– Você será meu representante comercial em conclaves, reuniões, assembléias. Para tanto, precisará estar elegante e distinto. Eu estou envelhecendo e cada vez mais gordo. Você se move com muita elasticidade e é simpaticão. O tipo perfeito.

– Não entendo...

– O quê?

– Vai contratar outra pessoa pra fazer o meu trabalho?

Mr. Seth Moore sorriu. Senti um frio no estômago. Era um sorriso terrivelmente macabro. Depois comunicou-me que Vandinha viria no dia seguinte assumir o meu cargo de cuidador. Eu não disse nada – estava com um medo estranho, obscuro, pegajoso. Mr. Seth Moore mandou que eu dirigisse o veículo até uma loja de calçados finos – eu precisava comprar, para mim, alguns pares de sapatos sociais, logo eu, que usava somente tênis desde que tinha doze anos de idade! Ele ficou no hiper-ônibus, eu tive por várias vezes que adentrar a loja e voltar, junto com o vendedor abraçado a vários modelos de calçado, para que ele aprovasse a compra – por mais de meia hora Mr. Seth Moore observou a qualidade do couro, a textura da sola, até os cadarços ele analisou atentamente. Escolheu-me três pares. Feitas as compras, tomei a direção do veículo e voltamos para casa. Eu sempre de bico calado.

Trabalhei o restante do dia como quem estivesse alheio a tudo, só com a noite caindo disse a Mr. Seth Moore que não me sentia contente em assumir outras obrigações – eu era apenas um cuidador, nada mais. Imediatamente ele me explicou que eu estava sendo promovido, iria ganhar o triplo do salário que recebia, que porra era aquela de bancar um otário desconfiado? Aquela promessa de triplicar meu salário era de calar qualquer pessoa, principalmente eu, que sou ganacioso por natureza. Então fiz meus derradeiros trabalhos de cuidador com diligência, aplicação e esmero. Quando me recolhi ao leito, lá pelas dez da noite, estava exausto como nunca, mas contente. Nem vi alguns filmes na minha televisão de 50 polegadas com mais de 100 canais a cabo – em poucos minutos dormi como uma pedra. Já de manhãzinha sonhei que os seios de Vandinha me eram servidos numa bandeja de prata à maneira de duas peras cortadas ao meio no sentido horizontal, os bicos duros para cima; não sei se estavam crus, cozidos ou assados, mas de uma coisa tinha certeza: cobriam-nos uma camada uniforme de mel – acordei inundado de suor febril, tomei um banho frio, vesti meu uniforme de trabalho, preparei uma caneca de café solúvel no micro-ondas que tinha no quarto, bebi e fui ao encontro de Mr. Seth Moore.

Ainda nos corredores, ouvi Mr. Seth Moore entoando uma música de ópera, não, não sei que música era, sou meio bronco a respeito de peças eruditas, mas observei que a voz de meu patrão era forte, muito forte, capaz de quebrar copos de cristal, como se diz por aí, e alegre, jovial. A música era saltitante, dava vontade na gente de sair dançando, rodopiando, fazendo malabarismos. Quando entrei no quarto, encontrei-o sentado na cama gigantesca, as costas apoiadas na cabeceira de ferro fundido, nu como uma baleia branca. Antes que eu abrisse a boca, ele ordenou:

– Vá buscar a garota Vandinha. Se ela vai ser minha cuidadora, é bom que comece imediatamente.

– O senhor marcou um lugar específico com ela?

– Ela já deve estar te esperando na Praça das Maritacas.

Ele alcançou um molho de chaves no criado-mudo, jogou-o para mim.

– Use a motocicleta cinzenta.

Peguei o chaveiro com um golpe de mão. Eu mal podia acreditar que Mr. Seth Moore estava deixando que eu pilotasse a Sunbean S7 500 cc ano 1951. Era simplesmente a máquina mais bela que poderia existir na face da terra. Mr. Seth Moore riu da minha cara de espanto.

– Comecei a engordar faz uns dez anos, Biguá. Antes disso tinha um corpo igual ao seu, longilíneo e charmoso. Fazia o maior sucesso entre as mulheres com os brinquedinhos da minha coleção.

Fez um aceno para que eu fosse cuidar dos meus afazeres e recomeçou a cantar a alegre peça musical. Fui para a garagem, subi na moto trêmulo de emoção, a sensação de indescritível prazer fazia as minhas mãos suarem, o coração palpitar – para alguém que nunca teve alma de colecionador, é impossível fazer ideia dessas perturbações emocionais. Agora, quem já teve sua coleçãozinha de figurinhas de jogadores de futebol, de caixas de fósforo, de gibis, como foi o meu caso, ou, vá lá, de selos raros, de pinturas célebres, passatempo para os muito afortundados – qualquer um que é ou já foi fascinado por esses hobbys fantásticos, pode ter uma viva noção dos meus sentimentos. Coloquei o bizarro capacete – original –, prendi na garupa da Subean outro, este moderno, para Vandinha, sentei-me no banco da máquina como um rei se senta no trono, dei partida e ganhei a estrada.

Vandinha me esperava na Praça das Maritacas, segurando uma bagagem de mão de couro onde eu presumia haver algumas trocas de roupa. Fez um muxoxo de desprezo ao ver a Sunbean, subiu na garupa e ordenou que eu dirigisse para chácara. Durante a viajem fiquei enaltecendo as qualidades da Sunbean, as brados, para que ela pudesse me ouvir acima do barulho do motor e do vento. Então ela me calou ao gritar:

– Essa moto vai ser minha! Vou tomar tudo do maldito porco babão!

Então me calei – não duvidava nem por um momento que Vandinha não conseguisse roubar tudo de Mr. Seth Moore! Calamo-nos. Ela não dizia mais nada, mas seus seios quentes comprimindo-se em minhas costas me sugeriam imagens de deliciosos pratos. Num deles, os seios eram servidos em uma bandeja de prata, suavemente gratinados.



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