o segredo sombrio

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Uma jovem vai para uma cidade isolada ficar um tempo para poder escrever um livro de horror, ela fica em uma cabana no meio da floresta. Durante a noite começa a escrever as primeiras linhas de seu livro mas a inspiração não vinha, não conseguia se concentrar, talvez precisasse se acostumar com o local primeiramente, resolveu beber uma taça de vinho, tomar um banho, e ir dormir. No meio da madrugada acordou com uns barulhos, levantou para ver o que era mas não havia nada, então voltou a dormir. Na manha seguinte estava bem disposta e preparada para escrever, pegou seu computador e escreveu as primeiras páginas.Percebeu que acordou tão inspirada que esqueceu de tomar café então foi o que fez, tomou seu café e sentou em frente ao lago que havia atrás da cabana, ficou por lá algum tempo e adormeceu. Quando acordou ja estava escurecendo, teve a sensação de que alguém a observava, mas sabia que não era nada pois não havia mais ninguém lá. Voltou para dentro e ouviu gritos que pareciam de uma criança, mas pensou ser o vinho que havia tomado antes de dormir. Foi tomar um longo banho para relaxar durante o tempo que estava no chuveiro sentiu como se a olhassem novamente, mas só podia estar ficando louca, não acreditava nessas coisas de fantasmas, espiritos, entidades e tal.Saiu do banheiro e algo a impulsionou a ir ate a beira do lago novamente mas sem saber porque e o seu corpo se arrepiou inteiro, voltou para dentro e dormiu.

Estava correndo já sem folego no meio da floresta procurava pela cabana e pelo seu carro mas não os encontrava e sempre se encontrava em frente ao lago derrepente estava se afogando nele, tentava sair mas não podia, ouviu risos. Acordou desesperada estava na cama suando frio mas podia sentir a água em sua garganta, mas foi só um sonho levantou tomou um chá e voltou a dormir novamente. Amanheceu o dia, mas ela sentia como se não tivesse dormindo nada, tomou seu café e começou a escrever novamente. Depois de algum tempo já cansada de escrever foi até o lago para nadar um pouco, enquanto nadava pensou ter visto alguma coisa, mas não foi nada era impressão sua apenas. Saiu da cabana para ir até um mercado na cidade andando pelas prateleiras notou alguns cartazes sobre crianças desaparecidas, e eram muitas por ser uma cidade pequenas.

- Quantas crianças desaparecidas nessa cidade- comentou com a balconista.

- Dizem que essas crianças foram levadas por um grupo que praticava magia negra, mas nunca foi provado nada então o grupo saiu livre.

- Nossa mas voce acredita nessas coisas

-Não é questão de acreditar mas pense que se foram aquelas pessoas, elas acreditavam e podem ter matado por isso.

-Tem razão, mas é terrível, que crueldade.

-Sim, se realmente foi isso que aconteceu mas como nada foi provado, não podemos julgar ninguém não é.

-Claro, mas eu vou indo logo vai anoitecer e não quero dirigir a noite. Até mais.

-Até.

Susan voltou para a cabana com aquelas crianças em mente, e talvez pudesse se inspirar nelas para seu livro, mas para isso teria que investigar mais essa história, e amanha bem cedo iria até a cidade novamente mas para buscar informações. Com esse pensamento chegou, comeu e foi se deitar. Quando amanheceu, se trocou, tomou seu café e 'foi ate a cidade novamente, mas não conseguiu muita coisa, as pessoas apenas diziam para esquecer pois relembrar o passado machucava os moradores. Voltou sem sucesso, mas não ia desistir ia continuar até encontrar alguma coisa, pois era um tema propicio para seu livro. Andando pela cabana percebeu que havia um porão na cabana que por sinal estava bem escondido, então desceu ate lá e encontrou um monte de coisas antigas e também encontrou uma caixa de ferro com jornais antigos e aquelas crianças desaparecidas eram noticia principal, alguem se chocou demais a ponto de guardar todos aqueles jornais. "o que deve ter acontecido com estas crianças, terão sido mesmo assassinadas para um ritual de magia negra" pensava Susan e cada vez mais tinha a convicção de tentar descobrir o que estava acontecendo, daria um ótimo livro, as pessoas se impressionariam e se emocionariam ao mesmo tempo, mas antes de pensar no seu livro precisava descobrir a verdadeira história, mesmo que precisasse de mais tempo ali do que previu. Pesquisou no computador e encontrou a mesma coisa que a balconista contou apenas com alguns detalhes mais juridicos mas nada que pudesse fazer alguma diferença naquele momento. Resolveu sentar em frente ao lago e relaxar mas havia alguma coisa ali que não deixava que isso acontecesse, cada vez que olhava para ele sentia uma imensa agonia como se estivesse se afogando igual ao sonho, mas foi isso mesmo, apenas um sonho. " Não tem nada estranho com esse lago, pelo contrário é lindo". Entrou, preparou um jantar rápido e foi se deitar.

Novamente estava dentro do lago, havia agua em sua boca mas a água era vermelha , tinha sangue, estava doendo queria sair mas não podia. Mas agora derrepente apareceu em outro lugar, era um buraco e jogavam terra em seu rosto, pessoas rindo, pedia socorro mas ninguém a ouvia, sentia medo. Novamente acordou em sua cama, foi outro sonho mas com mais informação será que esses sonhos queriam dizer alguma coisa. Não isso não existe são apenas sonhos e nada mais, SONHOS...

Já era de manha e Susan acordou com o que pareciam ser crianças cantando, musicas infantis, mas como se não haviam crianças ali. " Será que estou ficando louca", mas precisava admitir que estava acontecendo, talvez quisessem dizer alguma coisa, quem sabe, precisava continuar investigando, iria descobrir de um jeito ou de outro. Decidiu investigar quem eram as pessoas suspeitas e onde praticavam seus rituais. Ligou para seu irmao policial e pediu que puxasse nos arquivosalgo relacionado e ele lhe enviou por e-mail, ela se chocou ao ver que era na beira do lagoque os rituais eram feitos, então foi até a cidade conversar com o xerife para ver o que ele podia dizer:

-Nao posso passar informação alguma sobre isso, é confidencial.

-Por favor, só me diz o que levou a desconfiar dessas pessoas.

-São inocentes senhorita é tudo agora por favor retire-se.

Saiu indignada, afinal não pediu nenhuma informação do tipo confidencial, o que custava. Reviu as informações enviadas por seu irmao percebeu que seis pessoas foram identificadas mas havia uma outra que fugiu, tambem descobriu que na época o xerife nao era xerife era um policial somente, tavez fosse por isso que não quis dar informações, porque não tinha essas informações. Se a setima pessoa fosse identificada poderiam matar a charada. Preparou um café e se sentou, foi quando ouviu um barulho vindo do porão.

- Ratos malditos...

Mas não tem rato algum e sim varias caixas que cairam de uma prateleira que ela não revistou porque era muito alta. Abriu uma caixa e encontrou varios fios de cabelo, em outra encontrou roupinhas de criança, pegou as caixas e levou para o xerife que guardou, agradeceu e pediu para ela se retirar com a promeça de investigar novamente. Na pressa Susan não percebeu que uma caixa ficou para traz que nem ela tinha aberto.

Saiu e foi até a floresta correr, não havia feito muito exercicio ultimamente e precisava disso. Estava tão distraida que não percebeu que alguem a seguia, e quando ele a tocou ela soltou um grito:

-Caramba, me assustou. Xerife?

-Uma moça não deveria andar sozinha por uma mata como essa.

-Bem, estou sozinha na cabana em frente ao lago, vou ficar uma temporada para me inspirar e terminar meu livro.

-Esse lugar não é apropriado para mulheres sem companhia, devia saber disso.

-Fala isso pelas crianças que foram mortas para um ritual?

-Olha as forças que rondam esse lugar vão muito além de apenas crianças e você não tem certeza que foi por aquelas pessoas que estavam fazendo o ritual, e até onde eu sei elas estão desaparecidas.

-Estão sabe mais do que me contou.

-Não mocinha esta tentando encontrar as respostas da maneira errada, eles foram presos em um ritual sim, mas não com as crianças, estavam usando animais, e os moradores deduziram que foram eles e fizeram com que o xerife da época os prendesse. Mas como não haviam provas suficientes foram liberados.

-E quanto a pessoa que fugiu?

-Não sei nada sobre ela, talvez fosse culpada, talvez não, mas é certo que você deve parar de mecher com isso é perigoso. Porque você acha que o caso esta parado até hoje? Ninguém quer se envolver nisso, e uma mocinha nova na cidade também não deveria.

Então o xerife partiu deixando Susan pensativa e mais aflita para descobrir o que realmente aconteceu e agora não era mais tanto pelo seu livro, porque la no fundo ela precisava saber o que aconteceu ali. Susan voltou para a cabana, mas estava com uma sensação muito ruim, como se uma força estranha estivesse ali dentro com ela. Ligou a Tv onde um filme com crianças a irritou demais, porém ela amava crianças e não sabia o que estava acontecendo, mas as vozes de crianças e choro e tudo o que elas faziam, provocavam em Susan um desejo de acabar com elas que ela preferiu não pensar naquilo. Foi até a biblioteca da cidade para saber mais sobre o local e o que foi ali antes do desaparecimento das crianças.

JORNAL LOCAL 1930

cEMITÉRIO DA CIDADE É ATERRADO E SOBRE ELE SERÁ CONSTRUÍDA UMA CASA DE SAÚDE PARA PACIENTES MENTALMENTE INSTÁVEIS.

1940

Os pacientes da casa de saude estão morrendo por uma febre desconhecida. Alguns pacientes foram pegos em rituais dentro da casa para invocar forças do além.

Susan procurou outros artigos e encontrou uma nota que informava que a casa de saúde seria demolida, pois os pacientes que sobreviveram à febre estavam cometendo suicidio falando que as forças que haviam sido invocadas ali queriam abrir um portal. Ela voltou para casa pensando na loucura que havia naquelas histórias, seria mesmo aquela cabana morada de forças ocultas? Precisava descobrir, mas não entendia o papel das crianças naquilo tudo. Resolveu tomar um banho e percebeu algo errado no espelho:

mate para viver

nos traga de volta.

O que significavam aquelas palavras no espelho?

E aquela raiva repentina de crianças?

Na manhã seguinte ela decidiu ir até o sotao novamente. Encontrou uma caixa que havia deixado para trás não conseguia abri-la, bateu no cadeado com um machado e conseguiu abrir, mas não gostou do que viu, eram peças que pareciam mesmo ser usadas para um ritual, eram peças de roupas com sangue, e tinha também uma tabua ouija, e datava ser da mesma época em que a casa de saúde foi demolida provavelmente eram os materiais usados pelos pacientes para as invocações, mas teriam mesmo dado resultados? Ligou para a telefonista e descobriu o número do antigo xerife ,então pegou a bolsa e foi atrás dele.

-Por favor preciso da sua ajuda. - Ela contou sobre todas as coisas que descobriu sobre o local.

-Vou lhe contar um segredo, mas não pode sair daqui.

Esta bem me conta.

-Eu era o xerife a das histórias sobre a cabana eu peguei aquelas pessoas durante o ritual, mas não tinha provas nem mesmo que as crianças estavam mortas então tive de soltá-los, mas me lembro do policial que hoje é o xerife em meio ao ritual, acho que ele participava também.Interroguei um dos prisioneiros que me contou que a casa precisava de um sacrificio para abrir um portal, mas acredito que não conseguiram porque nós impedimos. Tenho estudado, quando coisas assim acontecem causam muitos danos pelas vidas que cruzam, são capazes de matar pessoas que morem naqueles arredores assim como possessões mais graves, a ponto de pais matarem filhos e vice versa, a coisa é complicada, as almas que morrerem neste meio são condenadas a permanecerem ali até alguém conseguir libertá-las. Destruiram vidas, familias, enfim tudo que cruzar seu caminho.

-Então não posso simplesmente sair, preciso fazer alguma coisa e destruir a cabana e o portal o quanto antes, não posso permitir que essa tragédia aconteça comigo, mas também preciso evitar que aconteça com outros, se tiver alguma maneira preciso tentar.

- A unica maneira que me vem a mente é você queimar tudo relacionado as pessoas que começaram com isso, os primeiros envocadores a abrirem o portal, precisa encontrar os objetos usados por eles que certamente estão na casa e queimar tudo, queime o quanto antes para que tenha uma chance. -

Susan voltou para a cabana, estava com medo de ficar lá sozinha mas precisava enfrentar para se salvar, foi durante esse pensamento que ouviu a porta bater.

-Xerife, o senhor por aqui?

-Robert por favor.

-Está bem, pode entrar.

-Com licença. Ela assentiu

-Soube que foi visitar o velho (...) Por que fez isso susan, por que?

-Precisava de algumas informações, mas por que o interesse se quando pedi sua ajuda me ignorou?

-Escute Susan estou preocupado, te ignorei porque quero que saia daqui va embora para o seu bem, não posso suportar perder outra pessoa de que gosto muito

-Outra?

-Sim, ... deve ter te contado tudo o que aconteceu aqui, eu era policial naquela época como ja deve saber, vim para esta cabana passar uns dias com o meu filho e minha mulher para tentar concertar meu casamento, eu ja não a amava mas queria tentar pelo nosso filho, mas as coisas começaram a piorar e eu ja não aguentava mais quando pedi o divorcio, ela enlouqueceu disse que ia me arrepender, então em uma noite entrei em casa e estavam fazendo um ritual de magia negra e matariam meu filho para que entroca ela me agarrace e abriria o portal.

- ... não me contou essa parte.

-Não poderia pois ele bateu a cabeça quando entrou la para prender os participantes e surtou ao ver que a própria filha participava. Todos fugiram e os que não foram presos ciram no lago inclusive sua filha e minha mulher que morreram, quando voltei para dentro depois que todos tinham ido encontrei meu filho morto, minha esposa o tinha matado. ... enlouqueceu e precisou ser tratado com eletrochoque então recorda apenas de alguns detalhes.

-Ele se ofereceu para me ajudar e também não sei se confio em voce.

-Não peço que acredite em mim, apenas va embora daqui Susan, por favor não se machuque.

-Não posso deixar que outros passem por isso.

-Entendo, mas o portal ja foi aberto. Minha esposa o fez quando matou nosso filho que era uma criança.

Robert mostrou a ela todos os arquivos policiais que comprovavam que ele falava a verdade

-Então toda a história que me contou foi mentira?

-Sim precisei inventar algumas coisas, por exemplo que usaram animais, mas a raiva das pessoas foi real, e também não haviam sete pessoas, haviam nove contando a minha ex mulher e a filha do ... que morreram no lago. E as pessoas que foram presas se suicidaram, não foram soltas como contei, apenas um homem foi libertado e foi embora, o amante da minha esposa.

-Minha nossa agora fiquei preocupada, mas não sei como acabar com isso, estou com medo.

-Não tenha medo, menti porque gostei de voce desde o primeiro dia e não queria que se prejudicasse me perdoe, vou te ajudar prometo, enquanto isso colocarei alguem pra te proteger com algum pretexto e se precisar é só me ligar estarei procurando um meio de te salvar eu prometo.

No dia seguinte um policial foi ate a cabana e ficou no carro de vigia, enquanto Robert foi ate a casa do velho wilson e pediu que este fizesse um esforço para recuperar a memoria e ele prometeu tentar. De repente Robert recebeu uma chamada de um amigo que estava a par do ocorrido naquela noite e avisou que o amante de sua ex mulher voltara e que poderia ser perigoso.

-Preciso correr, Jake voltou e tenho certeza de que é para terminar o serviço.

-Que Jake?

-Por favor wilson, sei que é doloroso mas tente lembrar, precisamos salvar Susan, eu a amo e não posso perde-la.

-Vamos, no caminho tentarei me lembrar.

Quando chegaram robert correu na frente para salvar susan e wilson se recordou da voz de sua filha na beira da morte: "Somente um sacrificio em prol de outras vidas pode destruir para sempre o portal".

-Meu Deus, preciso ajuda-los

Enquanto isso robert luta contra jake que ja preparara o ritual para oferecer a vida de susan em sacrificio, ela estava desmaiada mas robert fere jake e carrega susan para fora

-Robert aconteça o que acontecer não entre preciso disso para salva-la- alertou wilson

-Não posso te deixar.

-É necessario salve a mulher que voce ama corra- dito isso wilson correu para dentro e colocou fogo na cabana de madeira quando jake começou a gritar e wilson com uma faca fere seu próprio coração dando fim a terrivel maldição.

Robert viu a cabana incendiar abraçado a Susan que assustada o segurava com força.

-Eu te amo Susan, se me aceitar prometo te proteger sempre.

-Tambem o amo e o aceito sempre meu amor, mas e wilson tive a impressão de ve-lo passar.

-Sim querida ele esteve aqui e se sacrificou por nós.

Os dois choraram juntos e sairam dali abraçados rumo a uma nova vida.

FIM!!!



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Comentários   

0 # sky 26-05-2015 17:15
avaaaaa do nada ja estavam se amando nem se conheciam final muito mal feito e sentido :o :-?
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