O delicado sabor das fêmeas fatais (final)

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Miss Millie e Blue Hair preparavam elas mesmas as refeições ou pediam nossa comida por telefone a um restaurante de entrega a domicílio (deviam cobrar um absurdo para enviar um motoboy à chácara) – eu fiquei encarregado dos serviços gerais – ou seja, de quase nada. Com tão poucos afazeres, passava muitas horas tagarelando com Blue Hair. Enquanto Miss Millie, tendo transformado um dos quartos da casa em escritório, trabalhava o dia todo para dar continuidade aos negócios de Mr. Seth Moore, eu me esforçava na sedução de sua namorada.

Cientes dos perigos que Miss Millie poderia representar, eu e Blue Hair evitávamos conversações comprometedoras dentro de casa e também na garagem, lugares passíveis de flagras. Andávamos pelos jardins, às vezes nos atrevíamos a passear de mãos dadas e, quando protegidos por alguns arbustos de copas densas, beijávamos e nossas mãos ansiosas exploravam os pontos sensíveis de nossos corpos. Realizar nosso desejo maior – sexo –, não ousávamos. Numa manhã pedi que Blue Hair furtasse a chave do cadeado que trancava o portal do galpão.

– Lá dentro estaremos protegidos dos olhares curiosos – disse.

– Vamos dar uma olhada nesse galpão – Blue Hair disse, num tom de comando.

E fomos. Sem nem ao menos me consultar, Blue Hair pegou um pedaço de pau e, usando-o como alavanca, arrebentou a corrente corroída pela ferrugem. Empurrei a porta e um grande espaço vazio se apresentou aos nossos olhos. A construção tinha sido uma tulha, porque o chão estava coberto de grãos estragados de algum estoque remoto. Havia um cheiro de mofo muito intenso, por isso saímos para fora e voltamos para o jardim, esperando que depois de algumas horas o bolor fosse amenizado pela brisa matinal. Mas estávamos tão excitados – pelo menos eu – que não aguentamos esperar mais que quinze minutos. Voltamos para o silo e, sem fechar precavidamente a porta de entrada, nos engalfinhamos ferozmente – num instante ficamos nus e rolamos pelo chão. Então – desgraça das desgraças! ­­– senti que meu pinto não reagia, entre as pernas havia um órgão sexual mole, murcho, desanimado, mortinho que só. Senti, ainda, que meu rosto pegava fogo no momento em que Blue Hair levou uma mão em minha virilha e só encontrou uma desolada região completamente estéril.

– Mas que porra está acontecendo!? – ela disse numa voz raivosa. – Você não é muito novo pra brochar!?

– Estou muito emocionado, Blue Hair – eu repliquei.– Daqui a pouco eu vou estar pronto.

Mas não fiquei. Depois de algumas tentativas vãs, percebi que Blue Hair já não acreditava que eu fosse capaz de concluir a transa. O simples pensamento de que ela estivesse supondo que eu fosse gay, um homossexual passivo ainda no armário, uma bichinha incapaz de compreender minha própria natureza transaversa, deixou-me desvairado.

– Eu não sou bicha! – bradei.

– Está bem...

Blue Hair pôs-se de pé, vestiu suas roupas e saiu. Eu fiquei ali, esparramado no solo do celeiro. Então imaginei-me em cima da garota, beijando seu pescoço, babujando em seu tronco onde brotavam as glândulas mamárias como se fossem campânulas silvestres em botão, ah, os lindos botãozinhos, tão singelos, tão saborosos... e no meu cérebro resplanceceu a seguinte fantasia: enquanto beijava o busto de Blue Hair, meti os dentes com força num de seus seios, mordi com tanto desespero que o gosto de sangue na minha boca era quase real. A fantasia ganhava força: Blue Hair deu um grito de dor e me empurrou para o lado. Levantou-se, a mão em cima do seio estava se avermelhando com o sangue que escorria entre os dedos. Seus olhos, esbugalhados, não acreditaram quando num salto de felino derrubei-a em cima dos grãos ressecados, dominei-a prendendo seus braços de encontro ao chão e comi, lenta e prazerosamente, primeiro os dois seios, depois os lábios, o nariz, retirei com o dedo indicador um dos globos oculares, devorei-o, estava tão gostoso que repeti a dose, arranquei também o outro olho, mastiguei-o e engoli-o com voracidade. Comecei a imaginar que estava comendo um pedaço de suas nádegas quando fui brutalmente içado para a realidade de minha solidão dentro de um celeiro fedendo a grãos mofados – o que me acordou para a concretitude do tempo presente foi uma súbita ereção imediatamente seguida pelo orgasmo. Mas o gozo foi insosso, bobo mesmo, tive a mesma sensação da polução dos tempos da adolescência – ou seja: vergonha e sentimento devastador de ludibrio.

Limpei-me com a cueca, joguei-a num canto, vesti minhas roupas e voltei para casa procurando evitar um encontro com Blue Hair a todo custo. Seguia pelos corredores e, quando passei em frente ao quarto de Miss Millie, percebi que a porta estava aberta. Dei uma espiada – na cama, as duas mulheres faziam um sexo selvagem. Acho que Blue Hair, embaixo de Miss Millie, me viu por cima dos ombros da amante, porque subitamente começou a urrar de prazer como uma destrambelhada. Era como se estivesse me jogando na cara que eu era tão incompetente sexualmente que uma mulher me vencia de goleada. Fiz meia-volta e voltei a sair da casa, peguei os instrumentos de jardinagem e passei o resto do dia trabalhando no replante de mudas de árvores ornamentais. Já estava escurecendo quando voltei para a casa, caminhei pelos corredores sombrios sem topar com nenhuma das mulheres, fui tomar banho quente – acho que fiquei pelo menos uns quarenta minutos debaixo d'água esfregando meu corpo vigorosamente, visto que havia suado anormalmente; acho que o suor tinha a ver, de alguma forma, com o fracasso sexual daquela tarde. Não sei explicar a coisa toda em termos plausíveis, mas sentia que a decepção comigo mesmo alterarou meu sistema nervoso, me avacalhou psicologicamente. Me enxuguei, vesti apenas a cueca, voltei ao quarto e dei de cara com Blue Hair acocorada em frente à estante de livros, observando os títulos dos livros das fileiras ao rés do chão. Ela pressentiu minha presença, levantou-se e me sorriu. Estava vestindo um terninho cor-de-rosa, colete de seda multicolorido, camisa branca e gravata vermelha. Linda de ferir os olhos.

– Você já leu tudo isso? – perguntou apontando os livros da grande estante.

– Claro que sim.

– Nossa! Muito legal!

– O que faz no meu quarto?

– Vim te buscar para o jantar.

Estranhei a elegância de Blue Hair, tanto embonecamento para uma simples refeição noturna?

– É um jantar de gala? – perguntei com um ar de gozação.

– É um jantar muito especial – ela respondeu muito séria.

– Um minutinho só, vou me trocar.

Tive certeza que nas próximas horas algumas medidas seriam tomadas em relação ao meu futuro naquela casa – então resolvi exibir as minhas roupas feitas sob medida no ateliê de Madame Madeleine. Fui jogando as vestes sobre a cama de uma maneira matematicamente casual, pedindo a opinião de Blue Hair sobre o que deveria trajar para estar à altura do evento. Ela aplaudia cada peça que eu lhe mostrava, evidenciando um entusiasmo infantil expressado em palmas frenéticas e gritinhos contagiantes. Vesti calça cinza-escura e camisa branca de mangas compridas, calcei meias e sapatos pretos, sapatos esses que eu sempre mantinha engraxados e polidos. E fomos para a sala de refeições, de braços dados.

Miss Millie estava sentada à cabeceira da mesa, os cabelos rejuntados em um coque no alto da cabeça, usava um vestido grená de gola branca, fechado no colarinho, e devorava um prato de cozido de carne. No meio da porção vi dois caroços que poderiam perfeitamente ser corações de frangos – não fossem eles esféricos demais, lembrando testículos de algum animal. O arrepio que senti percorrer minha espinha intuia-me que eram sim de animal, animal humano.

Blue Hair mostrou-me o meu lugar à mesa com um gesto ditadorial. Sentei-me, esperei que ela se sentasse e fiquei olhando Miss Millie até que ela me desse autorização para comer. Ela concedeu-me esse direito com um aceno de cabeça, assim peguei a concha e servi-me do ensopado. Duas conchadas. Foi colocar a carne na boca e senti o indizível gosto de bicho que anda sobre duas pernas. Percebi que o gosto da carne do homem era diferente do sabor da carne de mulher. Constatei, no momento, que a carne de macho tinha um leve toque de acidez e no mastigar apresentava consistência fibrosa. Era muito diferente da carne de fêmea, esta (lembrava-me bem) tinha sabor delicado, quase doce, e macia a ponto de derreter à pressão dos dentes. Blue Hair encheu um prato fundo e comeu tudo vorazmente, satisfeita como o cão Cérbero da mitologia grega – em seguida serviu-se novamente, na mesma quantidade. Entre as colheradas eu lançava olhares ora para Miss Millie, ora para Blue Hair, procurando entender por que apenas eu sentia-me tão constrangido com o silêncio brutal reinando na sala. Por fim, compreendi: elas tinham esquecido da minha existência ali à mesa.

Terminei a porção em meu prato com grande alívio. Não tinha gostado do sabor da carne de homem. Não voltaria a prová-la, a menos que me fosse impossível evitar – em ocasiões especiais, por exemplo. Como a que estava ocorrendo. Por outro lado, uma carninha de mulher, uma carninha tenra, sempre seria um prato maravilhoso. Mesmo crua, não dispensaria de jeito nenhum. Limpei a boca com o guardanapo de linho e esperei que as duas mulheres terminassem o jantar. Elas ficaram mais uns quinze minutos comendo e cruzaram os talheres nos pratos ao mesmo tempo.

– Vá me esperar na sala de estar – ordenou Miss Millie. Eu obedeci. Sentei-me numa das poltronas. Liguei a televisão e fiquei assistindo ao Jornal Nacional enquanto me perguntava como é que ela havia conseguido a carne humana. Não demorei muito para perceber que amigos dela haviam se dado ao trabalho de abastecê-la – usando para tal fim os serviços dos Correios. Era um raciocínio muito louco. Custava a esses amigos – presumindo que residissem aqui em Cantuária – fazer a entrega em mãos? Dei um peteleco em meus pensamentos, já que outras apreensões de caráter mais pessoal estavam cutucando meus miolos.

As duas mulheres vieram para a sala de estar quando estava começando a novela. Miss Millie sentou-se no canto do sofá e recebeu no colo a cabeça de Blue Hair, ficaram vendo as cenas do folhetim, comentando passagens, trocando opiniões a respeito de personagens – às vezes Blue Hair soltava um ronronar deliciado quando recebia cafuné da amante. Eu, ali na poltrona, fui solenemente ignorado até que a novela acabasse. Então Miss Millie comunicou-me que as duas iriam fazer uma turnê pela Europa sem data de retorno. Assim, eu estava remanejado para o cargo de caseiro. Iria depositar em minha conta bancária os meus salários, as taxas de manutenção da propriedade – o carro Cherokee ficaria à minha disposição para os trabalhos de transporte. Eu concordava com a proposta? – indagou. Eu concordei. Fiquei ainda algum tempo esperando a continuação da conversa, mas as duas iniciaram uma pegação viscosa, repleta de murmúrios, suspiros, gemidos e ais. Quando Blue Hair arrancou o paletó cor-de-rosa, o colete multicolorido, a gravata vermelha e quando Blue Hair começou a desabotoar a camisa branca e um seio saltou para fora como um peixinho de aquário muito curioso – e quando o peixinho foi pescado pela boca ávida de Miss Millie, eu soube que minha presença naquela sala era tão necessária quanto a de um mosquito – então caí fora.

***

Miss Millie e Blue Hair demoraram três dias para encerrar os preparativos da viagem. Blue Hair saiu com o carro Ford Fox e voltou de táxi, fiquei com vontade de perguntar que fim ela havia dado ao veículo, mas me calei, sabe-se lá o que passaria naquela cabecinha colorida ao ser indagada assim de repente, sem mais nem menos. Poderia muito ver na pergunta o germe das segundas intenções.

Numa tarde de quinta-feira lotamos o Cherokee de malas e eu as levei ao aeroporto. Esperei que o avião, com destino a Londres, levantasse voo, e só depois retornei à chácara. Já eram mais de oito horas, a noite estava escura, o céu nublado. Sentei-me na sala de estar e como se fosse o dono do mundo me servi de uma dose de uísque. Naquele momento decidi que não comeria mais carne humana, tinha uma casa imensa à minha disposição, dinheiro a rodo para gastar no bem-bom. Pus o copo de bebida em cima da mesinha de centro e subi para o meu quarto em busca de um bom livro. O plano era ficar enchendo a cara e lendo até altas horas, curtindo a sensação de ser dono absoluto do próprio nariz. Escolhia um dos livros recém-comprados quando um alarma qualquer tocou em minha cabeça, não saberia dizer exatamente o que aquilo significava, no entanto como que hipinotizado dirigi-me ao guarda-roupa, abri-o e recuei abruptamente, horrorizado: Blue Hair, a para sempre maldita Blue Hair, havia roubado minhas roupas feitas sob medida. Levou tudo, até mesmo as cuecas. Até as cuecas. Um fogo de ódio ardeu em minhas entranhas, seria capaz de matá-la sadicamente naquele instante. Voltei para a sala, sentei-me, dei um bico no uísque – a bebida estava amarga como fel. Eu tinha que descontar a minha fúria em alguém, na impossibilidade de torcer o pescoço de Blue Hair. Retornei ao Cherokee e dirigi até a cidade, fiquei bestando pelas ruas desertas, ouvindo trovões distantes, os relâmpagos rasgando tudo, os terríveis estalos dos raios – então decidi retornar à casa. No caminho parei num posto de gasolina e enchi o tanque, paguei, continuei a viagem – logo os faróis do carro iluminaram a silhueta de uma jovem vestindo minissaia. Parei o Cherokee no acostamento da rodovia, abri a porta, ela entrou. Era uma prostituta de seios do tamanho de laranjas, tinha cabelos castanhos até os ombros, usava franjinha. Com exceção dos cabelos, ela me lembrava muito a ladra Blue Hair. Abri a porta, ela entrou, acomodou-se no banco do carona.

– Cobro cem paus prum programa simples – ela disse sem rodeios.

– E com benefícios? – indaguei.

– Benefícios? Que diabo é isso? É o seguinte, cara: como disse, trepada, cem paus, chupada, mais trinta. Enrabada, mais oitenta. Motel por sua conta, é claro.

– Quero serviço completo. Eu moro numa chácara aqui perto, não tem problema?

– Você me trás de novo ao posto?

– Claro.

Ela estendeu a mão: – Pagamento adiantado.

Dei-lhe três notas de cem.

– Não tenho troco – ela disse.

– Sem problemas – eu respondi –, afinal vou te comer inteirinha.

Rimos, cada qual feliz do seu jeito. Grossos pingos de chuva pipocaram no teto do carro.

– Essa noite vai ser um inferno – ela disse.

– Depende muito, para mim vai ser um paraíso – eu repliquei. – Como é o seu nome?

– Brigite.

– Nome de guerra?

– Pior que não. Escuta, você tem lá na sua casa alguma coisa pra gente mastigar? Eu tô morrendo de fome.

– Tenho sim – eu disse. E abri um sorriso sem que a garota percebesse. Sentia uma estranha sensação no corpo, uma adrenalina absurda. Brigite seria a primeira das muitas garotas que poderia ser preparada ao meu bel-prazer. Eu iniciar minha carreira solo no campo do canibalismo. Poderia fazer pratos artísticos, finíssimos – ri novamente, lembrando-me de como os pratos de Mr. Seth Moore eram grosseiros. Seios à milanesa, mas que coisa mais ridícula! Pisei no acelerador com o corpo estremecendo de excitação – e o Cherokee afundou nas entranhas da noite tenebrosa.

*

Já faz quinze dias que abati a garota Brigite. Não consegui comê-la todinha, no grande refrigerador da cozinha ainda tenho porções de coração, fígado, pulmões, rins e muita carne cortada em fatias fininhas e acondicionada em utensílios de plástico, essas magníficas vasilhas com tampas que se fecham hermeticamente apenas com pressão dos dedos. Não sei por que, mas comer o corpo de Vandinha não me tem proporcionado o grau máximo de excitação, apenas sinto a satisfação de estar me alimentando com o mais excelente dos tecidos musculares. Orgasmos múltiplos, verdadeiros, só os tive no momento em que esfaqueava Brigite e sentia o sangue espirrar em meu rosto, mãos, braços e peito. É isso. Tenho o pressentimento de que os orgasmos só irão se repetir quando eu assassinar outra pessoa. Mas não vou enterrar os restos de Brigite, isso não. Como dizia minha vó – nos tempos dos pardais, ratos e cobras –, só é verdadeiramente justificável matar quando aproveitamos a carne como alimento. Então o corpo de Brigite vai durar algum tempo, visto que vou comendo-o em pequenos bocados. Enquanto não acabar com toda a carne, não sairei novamente à caça. É por isso que fico muito tempo em meu quarto zapeando a tevê a cabo sem conseguir encontrar alguma coisa interessante na vasta programação, incapacitado de me interessar pelos livros recém-adquiridos que tanto me seduziram quando os vi expostos na livraria. Rolo na cama por várias horas e, cheio de tédio, pego o caderno e caneta e vou registrando minhas memórias para que um dia você, eventual leitor, saiba que existiu num canto remoto destes brasis um sujeitinho bem singular...



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Comentários   

0 # Janine 17-07-2017 00:59
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