PORTÃO DO INFERNO

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Era uma casa grande e antiga. Seus donos haviam morrido há pouco tempo e a deixaram como herança para seu bisneto Paulo, afinal era o único parente que ainda os visitava com alguma freqüência.

Esta era a primeira vez que Paulo entrava na casa depois da morte de seus bisavós, ele não entendia como duas pessoas tão amáveis podiam ter pulado, ainda abraçados, da pequena janela do telhado e tirado suas vidas de forma tão brutal.

Algo lhe dizia que aquele lugar guardava algo sinistro.

Lembrou do porão onde seu bisavô dizia guardar seus preciosos vinhos e que não deixava ninguém por os pés e mesmo sozinho Paulo resolveu ver o porão e finalmente conhecer a adega de seu bisavô.

Retirou o grande cadeado que trancava a porta de madeira maciça e a abriu lentamente...Deixou seus olhos acostumarem com a penumbra. O rangido da escada velha de madeira assustava, pois dava a impressão que a cada degrau que descia iriam se desmanchar de tão antigos.

Quando Paulo chegou ao porão percebeu que em sua volta não tinha uma adega e sim uma espécie de templo com castiçais, velas negras, imagens estranhas e um altar com um pentagrama logo acima. O pentagrama na cor vermelha parecia feito com sangue, as velas enormes, já bem derretidas, e algumas marcas de arranhões no assoalho de madeira davam ao lugar um tom sombrio e assustador. Ao subir no altar teve a sensação de ouvir a voz de sua bisavó dizer – Paulo, saia daqui!!! Pensou estar imaginando algo e olhou para os lados, sem entender.

Notou que no centro do altar, no chão, tinha um alçapão e que a porta de acesso estava trancada com um crucifixo de aço. Mais uma vez ouviu sua bisavó sussurrar– Paulo, fuja já daqui!!! Acreditando encontrar a verdadeira razão da morte de seus bisavós, Paulo retirou o crucifixo da porta com enorme dificuldade.

A porta do alçapão se abriu de forma violenta... Uma enorme sombra saiu de suas profundezas e envolveram Paulo por completo. A sensação era de uma dor horrível em seu peito. Ele já não tinha controle do seu corpo e enquanto a imagem do demônio tomava a forma física em sua frente o terror tomou sua consciência e Paulo desmaiou...

Ao acordar estava com maior parte do seu corpo para fora da pequena janela que saia do telhado. Ainda pode ver no escuro o sorriso demoníaco da criatura que o segurava pela perna segundos antes de soltá-lo para a morte.



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