REUNIÃO DE NATAL

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    Então é natal. E mais uma vez aqui estou, selecionando um novo figurino para permanecer bem apresentável ao lado de minha amada família. Todos os anos a gente se reúne num lugar diferente. Este ano, por motivos fortuitos, nos reunimos na minha casa. Estou a caminho de casa agora. E o tempo é tão silencioso e chega tão sorrateiramente que, de repente, estou na porta de casa. Então eu giro a maçaneta e entro.

    Vejo todo mundo ali, reunido, com aqueles rostos tão familiares e que eu nunca me canso de olhar. Todos com expressões firmes, um pouco forçadas, mas ainda assim, ali naquela sala estão todos aqueles que sempre vou amar. Tia Mirtes; Lurdes, a empregada; Tio Tom; Vovô Mário; Minha querida vó, Susan; Meus primos, Márcio e Kennedy; e meu grande amigo e irmão, Silas. Mamãe e papai não puderem se juntar a nós desta vez. Já não havia espaço naquela sala para tantos corpos (ainda mais com o calor que faz ultimamente). O corpo de tia Mirtes já está um pouco velho. O do tio Tom parece rejuvenescido mas ao mesmo tempo, cansado. E o restante de nós aguarda ansiosamente pela meia noite. Para que possamos nos alegrar, e para que eu possa abraçar um por um, mesmo sabendo que o abominável cheiro ficará impregnado em mim. Não me importo. O que importa é que estão todos aqui, reunidos em mais um natal. E por mais que eu queira muito dizer que esse é apenas mais um natal em família, como qualquer outro, a realidade (segundo o doutor Cláudio) está bem distante disso.



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