A TERCEIRA LEI DE NEWTON.

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Toda ação provoca uma reação. A terceira lei de Newton nunca fez tanto sentido para mim como faz agora.
Um dos meus melhores amigos, que por respeito aos familiares não irei citar o nome, queria muito um novo celular.
Sua vontade de ter era tamanha que um conhecido nosso viciado em drogas ofereceu a ele um iphone recém-lançado na época pela bagatela de quinhentos reais, obvio que nós sabíamos que aquele era um celular roubado, mas meu amigo na ânsia de realizar seu desejo comprou o aparelho mesmo assim, disse que se não fosse ele outra pessoa compraria.

Não demorou muito para as coisas começarem a dar errado.
Naquela mesma noite ele estava logado no facebook conversando com amigos quando sem um motivo aparente sua conta desconectou, ao tentar fazer um novo login o perfil que conectou era de outra pessoa, um jovem chamado Gustavo Henrique.
Gustavo aparecia sorridente na praia segurando uma garrafa de cerveja na mão, em sua timeline muitas pessoas postavam seus pêsames e postavam fotos com Gustavo, vasculhando todas as mensagens meu amigo descobriu que Gustavo havia sido assassinado ao reagir a um assalto.

Algumas horas depois ele recebeu uma foto durante a madrugada de um numero desconhecido, era uma foto escura, não dava para distinguir nada, um minuto depois ele recebeu uma outra foto, nessa ele via o céu escuro, olhando com mais atenção era perceptível que a foto foi enviada de dentro de um buraco, outro minuto se passou e mais uma foto foi recebida, a foto mostrava um tumulo aberto e o nome escrito na lapide era Gustavo Henrique.
Meu amigo tremia acendeu a luz do quarto e em seguida arremessou o celular pela janela, não conseguiu dormir aquela noite.

Assim que o dia amanheceu tomou coragem de levantar da cama para ir ao banheiro ao voltar para o quarto o celular estava em cima da cama e havia um novo arquivo recebido, abriu a foto e se deparou com a foto do ladrão, morto, com os olhos esbugalhados, era nítido o horror nos olhos do bandido, a ultima coisa que ele viu em vida é algo que nenhum ser humano deveria ver.
A noite ele voltou a receber fotos, era uma selfie do que antes costumava ser Gustavo, o corpo podre, com uma nítida marca de tiro na testa estava em frente a sua casa, e Gustavo sorria, e no seu olhar só havia ódio.

As luzes do quarto se apagaram, meu amigo pulou da cama e tentou acende-las, mas a luz tinha acabado alguma força sobrenatural o arremessou de volta para a cama, seu corpo estava paralisado, preso em sua cama, seu rosto começou a ser estapeado varias vezes, horrorizado ele não via ninguém, só fazia orações pedindo para que aquilo parasse e por um momento ele achou que tinha parado.
Tentou levantar da cama, mas não conseguiu sua perna tremia não se atrevia a levantar da cama o quarto voltou a ficar silencioso, uma vez o outra barulhos chamavam sua atenção.
Arranhões, gemidos, estalos, sempre o acordava quando estava prestes a pegar no sono.
Foi à segunda noite que ele ficou sem dormir.

Encontrei-o naquela tarde sentado no portão estava com os olhos vermelhos, com muitas olheiras, o rosto inchado como se tivesse apanhado, perguntei o que ele tinha, mas ele limitou-se a dizer que não estava conseguindo dormir, mudei de assunto e o convidei para encontrar um grupo de amigos nossos, ele aceitou e aos poucos foi se soltando parecia esta voltando o normal, até o momento que uma amiga nossa pediu para ele tirar uma foto do grupo ao tirar a foto ele se assustou com alguma coisa que viu e começou a gritar para ninguém em especifico pedindo para ser deixado em paz.
Bateu mais fotos e a cada foto que tirava o fantasma se aproximava mais dele com aquele sorriso macabro estampado no rosto.
Aproximei-me perguntando o que estava acontecendo, ele tirou uma foto minha que o deixou mais assustado, Gustavo estava do meu lado, meu amigo atravessou a rua desesperado, em seu horror ele não viu o ônibus que vinha a sua direita e o acertou em cheio o arremessando a quase vinte metros de distancia.

Ele estava com múltiplas fraturas expostas, mas respirava com certa dificuldade, seus olhos estavam abertos e ele parecia não saber o que tinha acontecido, segurei a mão dele e disse que ele ficaria bem.
De repente ele tomou consciência do que tinha acontecido e me pediu que tirasse uma foto dele,protestei,quis saber o motivo, mas ele gritava cada vez mais alto para que eu tirasse uma foto dele, peguei meu celular e o fotografei, ele pediu para ver a foto e eu o mostrei, ele fez uma careta e pediu que eu tirasse uma foto com o celular dele.
Disse que não sabia onde havia ido parar, mas uma mulher que estava li próximo achou e me devolveu.

Milagrosamente o celular estava inteiro, atendo o pedido dele que cada vez mais se agitava tirei a foto, para meu horror sentado sobre o seu peito com um sorriso maléfico no rosto estava o cadáver de Gustavo Henrique.
Depois disse eu soube tudo que tinha acontecido com ele, perguntei por que ele não me contou antes, ele respondeu que eu não iria acreditar, de fato seria uma historia difícil de engolir, mas agora não há porque duvidar,eu tirei a foto, vi o fantasma em cima dele, tenho a prova aqui comigo e além disso todas as noites recebo mensagens do meu amigo no maldito celular roubado.



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