Chovia forte em Ribeirão Pires ( capitulo 1 )

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Cena do crime – capitulo 1.

"A árvore quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira."

   

                                                                                                                              Provérbio Árabe.

 

Os policias já tinham o local isolado, um ponto de ônibus.

Fora lá que encontraram o corpo da jovem Isabella, de pele branca, quase pálida com seus cabelos loiros. Como um anjo retratado em um quadro clássico, pintado por algum artista nobre e perspicaz. Seus olhos eram azuis, agora já sem vida.

Seu rosto estava totalmente inchado e cheio de hematomas Seu pescoço apresentava sinais de estrangulamento com o uso de algum objeto cortante.

O investigador Marco Dório, suspeitava do uso de arame farpado - o agressor deve tê-la matado antes e depois feito as marcas no pescoço. Era difícil achar alguma evidência após a noite longa e chuvosa a qual o corpo ficou exposto. De longe uma linha policial havia sido formada para evitar que curiosos se aproximassem da cena, dando assim aos peritos e detetives a possibilidade de trabalhar no caso.

Marco Dório era um policial experiente com seus cinqüenta anos, e ele já havia visto dezenas de crimes hediondos, porém, nenhum como esse. Ainda mais em locais públicos.  Dório suspeitava de crime passional, já que fora utilizada muita força para que a vítima fosse morta.

Mario se abaixou para ficar mais perto da garota morta. Ele tinha uma filha daquela idade, dezessete anos. Tinha pena dos pais da garota. Ele os conhecia, Martha Viega e Joseph Gum; ela era filha de uma mistura muito engraçada de nacionalidades: uma espanhola e um alemão. Em vida, Isabella era uma garota muito linda e carinhosa com seus amigos e familiares. Não havia motivo para a morte - era o que todos diziam.

Logo, perto de Dório estava Elijah, seu assistente, um investigador recém transferido de Homicídios.Ele tinha apenas vinte e três anos, um novato, mas fora o melhor de sua turma na academia.

O rapaz usava uma camisa xadrez de cor vermelha e preta, calças jeans e um par de botas pretas. Seu distintivo estava, como de costume, pendurado no pescoço. Elijah havia dedicado sua vida acadêmica a tratar de assassinatos brutais.

Ele estava inquieto andando de um lado a outro, anotando cada detalhe que via na cena do crime. Não tinha idéia do que poderia ter acontecido. Tinha suas conclusões sobre a morte, porém não poderia dar seu parecer, já que era apenas o policial que estava acompanhando o caso.

Elijah tinha plena convicção de que aquele assassinato não tinha nada de passional e nem estava relacionado a vitima - não fora algo motivado por raiva, ódio ou vingança, mas sim algo premeditado.



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