30 Dias Na Escuridão

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Prólogo (Rússia, Moscou – 800 anos atrás.)

A bela mulher corria. Suas pernas lhe doíam. O suor percorria seu corpo frágil e magro. Tudo o que enxergava era a densa neve clara. Não fazia a mínima ideia sequer de onde estava.

A escuridão era horrível e parecia aumentar de tempos em tempos. Estava sozinha e perdida em um país estrangeiro. Não sabia falar russo, era apenas uma turista sem muita importância por lá. Por que diabos havia topado ir para lá com sua amiga? Devia ter ficado em sua casa. Em seu país. Estaria muito mais segura.

Deviam ser uma da manhã e lá estava ela, correndo de um cara estranho e alto. Ele a havia importunado durante seus primeiros dias de visita á Rússia. Era um rapaz atraente, provindo da Suíça, estava lá á pelos mesmos motivos que ela e achou-a muito bela.

Claro que ela não quis saber dele. Rechaçou-o e o ignorou com comentários maldosos. Não merecia sua atenção. Avisou-o para ficar longe dela e não lhe dirigir a palavra. Mas ele estava tremendamente obcecado. E agora, estava atrás dela feito um maníaco.

- Z. – Ouviu a voz dele por perto, como se estivesse á apenas dois passos dela. - Venha cá minha bela mulher.

Z ficou arrepiada e continuou a andar. Não sabia o local onde estava hospedada mais, sempre ia com sua amiga para os lugares, então não prestou atenção nos caminhos. Amaldiçoou a si mesma por ser tão distraída e seguiu para o norte. As ruas estavam desertas e as luzes das casas apagadas. As pessoas dormiam profundamente. Não havia barulho algum, apenas seus passos ecoavam pelo chão duro.

- Não fuja de mim! – O suíço continuou.

A garota não lhe respondeu, apenas olhou para trás. Surpreendeu-se ao ver que não estava lá. Mas então, da onde vinha aquele timbre agudo e ritmado que lhe preenchia os tímpanos? Da onde?

Sua respiração começou a acelerar e seu coração palpitar de modo descompassado. Ai Deus! Começou a rezar mentalmente. Fechou os olhos e continuou. O que faria? Não podia ficar vagando feito uma alma perdida. Quando seus pés já doíam e estavam cheio de calos ela parou. Fechou olhos. Precisava se recuperar por um momento.

Mordeu o lábio inferior com cuidado e contou até dez de modo bem lento, então, abriu os olhos, arfando. O que havia ocorrido? Piscou lentamente, não acreditando no que via. Aquilo só podia ser uma alucinação. Uma pegadinha de sua mente.

- Ai, Deus! – Ela falou, arregalando os olhos.

Uma neblina densa e de um tom apático de cinza havia encoberto tudo. A temperatura caiu ainda mais. Encolheu-se de frio. Ai, não! Ai não! Sentiu lágrimas lhe chegarem aos olhos. Estava encrencada. O sangue fugiu de seu rosto.

Desabou no chão pétreo e congelado, deitando-se em posição fetal como uma criança. Começou a chorar de modo furioso, soluçando com força. Iria morrer ali. Iria morrer! Mal teria a chance de ter uma família. De crescer e conhece outros lugares. Aquilo era tão injusto.

- Não tenha medo, minha querida. Tudo irá acabar bem. – A voz dele soou novamente, e dessa vez muito próxima mesmo.

Ela sentiu seu organismo congelar ao sentir duas imensas e fortes mãos lhe agarrarem os ombros. O cara a ergueu do chão como se fosse de pano, virando-a para que ela o encarasse.

Deus! Os olhos dele eram tão profundos quanto um abismo. De um tom mel tão belo. Ele sorria de modo triunfante, agarrando os braços de sua amada com força.

- Agora você é só minha! – Ele falou de modo sensual, atraindo-a. – Só minha, minha querida, meu tudo!

- Não! – A garota gritou desesperada, horrorizada. - Deixe-me ir Alexander!

Alexander sorriu e colocou o dedão longo por sobre os lábios dela, silenciando-a. Com sua mão direita alcançou seu belo pescoço exposto. Passou as pontas dos dedos por ele, sentindo sua maciez e observando sua brancura de leite. A veia de dela pulsava com fúria, emanando seu doce sangue para todo seu corpo.

Deixou as presas crescerem, livrarem-se. Ah, ele iria se der muito bem! Iria a transformar naquele momento e faria dela sua mais nova esposa. Iria a treinar para se tornar uma perfeita máquina de matar. Teriam um enorme clã.

Z começou a se debater, lutando para sobreviver. Apertou a mão dele com força, mas Alex não a soltou nem um segundo. Apenas puxou-a para si, mobilizando-a com seu braço forte e musculoso. Retirou os longos cabelos dela do meio de seu caminho e então, com um movimento rápido, mordeu-a, penetrando seus dentes afiados em sua carne e veia.

Os olhos da mulher se reviravam dentro da órbita, a dor lhe pulsava pelo corpo. O veneno de Alexander se espalhava por suas veias e nervos. Cada célula de seu corpo estava em combustão, seu coração estava parando, sua alma se fragmentava em pequenos pedaços. Tudo estava girando e fora de foco. Quase vomitou.

Alexander assistia a dor dela com prazer. Mais alguns minutos e ela ficaria igual á ele: uma imortal, sem alma, sem batimentos cardíacos. Nunca mais envelheceria, não iria mais evoluir, t adoecer, ser fraca ou ter medo de algo. Seria a raça mais perfeita e evoluída de todas: Uma vampira.

Esse era o destino da bela espanhola Zurrai.



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Comentários   

0 # camila 29-06-2017 12:14
foi muito gostoso me deu vontade de me jogar de um prédio
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0 # vacuo 29-06-2017 12:09
oi gostei do livro quero tbm transa
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0 # caah 10-06-2015 15:52
gostei muito... gostaria de ler a continuação :sad:
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+2 # lilica 30-11--0001 00:00
gostei do início,deu curiosidade e suspense.o final é obo. :P
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+1 # Gabriel 30-11--0001 00:00
ótima fic, estou esperando os próximos capítulos ansioso :-)
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