Não Ultrapasse A Faixa Amarela

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Juninho era um jovem que adorava questionar regras, quebrar limites.

Ele gostava de dizer que olhava no espelho e via um rebelde com causa. Qual causa? Todas as possíveis e imagináveis.

Só estava feliz se estivesse causando uma agitação popular. Dentro de si, a cada regra desafiada, a cada norma desrespeitada, enxergava como se estivesse enfrentando o pai, militar sisudo que tanto o repreendera durante sua infância.

Uma de suas maiores divers?es era irritar os funcionários do Metrô,  brincando de passar a faixa amarela e voltar entes de o trem passar.

Ele adorava quando um funcionário falava pelo sistema de som:

_ Atenção!  Na plataforma, a faixa amarela é a sua segurança! Somente a ultrapasse qundo o trem abrir as portas.

Juninho ia ao deirio quando sentia a raiva na voz do funcionário.

Naquele dia Juninho estava particularmente atacado. Fez um auê danado na faculdade, o que resultou em uma suspensão que o fez ir pra casa mais cedo.

Resolvido a descontar sua raiva nos funcionários do Metrô, começou sua brincadeira favorita: avançava até passar a faixa amarela e dava um rodopio, voltando pouco antes de ultrapassar a faixa branca e cair na via.

Fez a brincadeira uma, duas, três vezes. Saiu rapidamente ao ver uma dupla de seguranças vindo em sua direção.

Voltou tão logo os seguranças deram as costas mas, desta vez, no primeiro
rodopio, algo diferente aconteceu.

Sentindo uma inesperada tontura, Juninho desquilibrou-se. O peso da mochila - cheia de livros da faculdade que ele não se preocupava em abrir - começou a puxá-lo mais e mais para trás.

Daí o mundo começou a andar em câmera lenta pra Juninho: ele sentiu por instantes seu corpo flutuar sem peso, até atingir com força o chão. Sua cabeça bateu contra o chão,  doendo horrores e piorando a tontura.

Completamente zonzo, levantou-se. Olhou para o lado, espantou-se ao ver a imagem do pai, falecido há tantos anos:

- Hoje é o dia de você aprender, meu filho, que algumas regras não foram feitas para serem quebradas. - E, dizendo isso, apontou para trás de Juninho.

Juninho olhou na direção que o pai apontava.

Sequer teve tempo de ver o trem vindo em sua direção.

 

 

FIM



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Comentários   

0 # andrielle 08-02-2017 15:08
assim Edson a minha critica e que seu conto fico muito sem pe nem cabeça como dizem hehehe
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+1 # Diego 10-09-2015 02:59
Previsivel demais, nada emocionante.
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0 # Edson Tomaz da Silva 10-09-2015 12:07
Oi, Diego! Obrigado pelo seu comentário! Já me disseram várias vezes que tenho este defeito de ser previsível em meus textos, então não posso tirar sua razão. Mas, neste texto em particular, minha grande preocupação era fazer as pessoas questionarem quais limites devem ser desafiados e quais não devem. Se consegui fazer você pensar sobre o assunto, tive sucesso; senão, falhei miseravelmente - com você, pelo menos. Um BIG abraço e bons pesadelos!
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+1 # Júlia Schreave 18-06-2015 18:39
Nossa, até me arrepiou...
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0 # Edson Tomaz da Silva 10-09-2015 12:04
Oi, Júlia! Obrigado pelo comentário! É muito legal quando um autor recebe um retorno dos seus leitores. Espero que encontre muitos outros textos que te provoquem arrepios aqui no nosso site. Um BIG abraço e bons pesadelos!
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+1 # Ana 19-03-2015 12:22
texto de terror
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0 # Edson Tomaz da Silva 10-09-2015 12:02
Oi, Ana! Obrigado pelo seu comentário. Tem muitos outros textos de terror aqui pelo site, espero que encontre vários do seu agrado. Um BIG abraço e bons pesadelos!
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+1 # julia 03-10-2014 21:13
:eek: :lol: assustador demais amei :eek: :o :-) ;-)
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0 # Edson Tomaz da Silva 10-09-2015 12:01
Obrigado, Júlia! Fico feliz que tenha gostado. Um BIG abraço e bons pesadelos!
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