Clássicos Do Terror E Do Suspense

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Clássicos Do Terror E Do Suspense

 

Eu li Memórias De Um Sargento De Milícias três vezes, em três diferentes ocasiões de minha vida.

 

Claro que, se você é uma pessoa de letras, deve estar pensando: “Edson, Memórias De Um Sargento De Milícias NÃO É uma obra nem de terror, nem de suspense.” E está muitíssimo certo. Mas calma que eu chego lá...

 

Para aqueles que não conhecem, ou já não se lembram mais, o romance de Manuel Antônio de Almeida, conta a história de Leonardo, um rapaz muito encrenqueiro, e todas as aventuras em que se mete por conta de seu faro para arranjar encrenca. A história é ambientada no Rio de Janeiro do século XIX, e tem como característica marcante ter sido escrita usando a linguagem popular das classes média e baixa, mostrando o seu cotidiano, quando o mais comum era que as histórias da época retratassem a aristocracia.

 

Me lembro bem das diferentes reações que tive ao ler essa obra.

 

A primeira vez que li, ainda era criança. O resultado foi desastroso. Só terminei o livro porque minha mania de bancar o intelectual praticamente me obrigou a isso. A quantidade de palavras que eu não conhecia era enorme; chegou uma hora que eu não aguentava mais fuçar o dicionário e simplesmente prossegui sem ele. Também não entendia o que o autor queria dizer em certos trechos, ainda que o vocabulário não me atrapalhasse neles. Não entendi absolutamente nada.

 

Tempos depois, já adolescente, acabei relendo o livro e, com mais bagagem cultural, acabei entendendo um pouco melhor o texto, mas não achei muita graça.

 

Foi na terceira leitura, já adulto, que eu pude entender o que essa obra tinha de bom e porque ela é considerada um clássico da literatura brasileira. Com a experiência de vida, pude entender toda a fina ironia (e até mesmo o sarcasmo) que o escritor destilava em sua obra. E posso dizer que ri muito, aprendi muito. Valeu a pena “brigar” tanto com essa obra.

 

Mas onde estava o problema? Por que me foi tão difícil encarar essa leitura? Simples. É preciso ter bagagem cultural pra superar a distância entre o tempo em que a obra foi escrita e a realidade atual. Faltou para mim uma Dona Benta, que trouxesse a linguagem da obra para a minha realidade, da forma como ela fez com Dom Quixote para a turminha do Sítio do Pica Pau Amarelo.

 

Bom, por que essa conversa toda? Porque estou começando uma nova seção aqui no Blog de Sangue, onde vou falar um pouco sobre clássicos do terror e do suspense, tentar fazer o papel que a Dona Benta fez: tentar facilitar para aqueles que pretendem encarar um clássico (seja em livro ou filme) e conseguir entender e aprender algo com ele.

 

Não pretendo ser crítico nem professor: só quero dar às pessoas uma chance para tirar o máximo possível de clássicos como Drácula, de Bram Stocker, ou das obras de Edgar Allan Poe. Entender o que passava na cabeça de um Alfred Hitchcock quando filmou Psicose, ou porque dizemos que George A. Romero é um gênio do cinema com seus clássicos sobre zumbis.

 

Também pretendo comentar tudo que puder sobre os livros e filmes de terror e suspense que eu ler ou assistir por aí, mas os clássicos vão ter um destaque todo especial.

 

Aguardo a opinião de vocês pra saber o que acharam de cada post.

 

Um BIG abraço e bons pesadelos.

Clássicos Do Terror E Do Suspense

Eu li Memórias De Um Sargento De Milícias três vezes, em três diferentes ocasiões de minha vida.

Claro que, se você é uma pessoa de letras, deve estar pensando: "Edson, Memórias De Um Sargento De Milícias NÃO É uma obra nem de terror, nem de suspense." E está muitíssimo certo. Mas calma que eu chego lá...

Para aqueles que não conhecem, ou já não se lembram mais, o romance de Manuel Antônio de Almeida, conta a história de Leonardo, um rapaz muito encrenqueiro, e todas as aventuras em que se mete por conta de seu faro para arranjar encrenca. A história é ambientada no Rio de Janeiro do século XIX, e tem como característica marcante ter sido escrita usando a linguagem popular das classes média e baixa, mostrando o seu cotidiano, quando o mais comum era que as histórias da época retratassem a aristocracia.

Me lembro bem das diferentes reações que tive ao ler essa obra.

A primeira vez que li, ainda era criança. O resultado foi desastroso. Só terminei o livro porque minha mania de bancar o intelectual praticamente me obrigou a isso. A quantidade de palavras que eu não conhecia era enorme; chegou uma hora que eu não aguentava mais fuçar o dicionário e simplesmente prossegui sem ele. Também não entendia o que o autor queria dizer em certos trechos, ainda que o vocabulário não me atrapalhasse neles. Não entendi absolutamente nada.

Tempos depois, já adolescente, acabei relendo o livro e, com mais bagagem cultural, acabei entendendo um pouco melhor o texto, mas não achei muita graça.

Foi na terceira leitura, já adulto, que eu pude entender o que essa obra tinha de bom e porque ela é considerada um clássico da literatura brasileira. Com a experiência de vida, pude entender toda a fina ironia (e até mesmo o sarcasmo) que o escritor destilava em sua obra. E posso dizer que ri muito, aprendi muito. Valeu a pena "brigar" tanto com essa obra.

Mas onde estava o problema? Por que me foi tão difícil encarar essa leitura? Simples. É preciso ter bagagem cultural pra superar a distância entre o tempo em que a obra foi escrita e a realidade atual. Faltou para mim uma Dona Benta, que trouxesse a linguagem da obra para a minha realidade, da forma como ela fez com Dom Quixote para a turminha do Sítio do Pica Pau Amarelo.

Bom, por que essa conversa toda? Porque estou começando uma nova seção aqui no Blog de Sangue, onde vou falar um pouco sobre clássicos do terror e do suspense, tentar fazer o papel que a Dona Benta fez: tentar facilitar para aqueles que pretendem encarar um clássico (seja em livro ou filme) e conseguir entender e aprender algo com ele.

Não pretendo ser crítico nem professor: só quero dar às pessoas uma chance para tirar o máximo possível de clássicos como Drácula, de Bram Stocker, ou das obras de Edgar Allan Poe. Entender o que passava na cabeça de um Alfred Hitchcock quando filmou Psicose, ou porque dizemos que George A. Romero é um gênio do cinema com seus clássicos sobre zumbis.

Também pretendo comentar tudo que puder sobre os livros e filmes de terror e suspense que eu ler ou assistir por aí, mas os clássicos vão ter um destaque todo especial.

Aguardo a opinião de vocês pra saber o que acharam de cada post.

Um BIG abraço e bons pesadelos.


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Comentários   

0 # Luis 27-05-2017 13:06
 Tengo la imprewsion que es realmente unn juegos increible pero la facilidad para
jugar me ha desenganado

Comprueba y puedes visita mi web:: Trucos: http://www.i-am-not-deaf.com/__media__/js/netsoltrademark.php?d=trucoteca.com
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